Publicado 05 de Julho de 2015 - 14h54

Da Corrida Track And Field, temos cedidas pelo Fernando Vanin/ Divulgação

Da Lagoa do Taquaral, o César Rodrigues fez

Do Bosque, temos foto da Érica Araium

Érica Araium [email protected]

A madrugada mais fria do ano, registrada ontem, fez com que muita gente se recolhesse em casa, logo no início da manhã. Segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), a chegada de uma frente fria à região derrubou a temperatura para 11ºC, às 0h40. A sensação térmica de quase – 4ºC pode ser percebida às 2h40, quando os ventos chegaram a 91.6km/h, derrubando o índice de resfriamento (Wind Chill), temperatura aparente sentida pela pele exposta. Por consequência, até por volta das 9h, quando a temperatura beirava os 12ºC, as ruas de Campinas pareciam desertas. O frio não deve ir embora tão cedo. Para amanhã, a temperatura mínima prevista é de 10ºC. O tempo deve permanecer instável na região até quarta-feira.

Ontem, só praticantes de execício assíduos deram de ombros ao céu nublado e à garoa. Caso dos cerca de 1,3 mil corredores que participaram da corrida Track And Field do Parque D. Pedro Shopping, iniciada às 8h. O vento contribuiu para que o desconforto da sensação térmica fosse ainda maior. “Com o frio, você pensa várias vezes antes de sair da cama. Mas quando você chega à prova e sente que todo mundo está animado, vale a pena. Basta fazer um bom aquecimento e curtir”, disse o participante Daniel Oliveira. Em depoimento na fanpage do evento, a participante Karina Malachias da Silva reforçou que, para quem ama corridas, a palavra “frio” era repetida, mas “sempre com um belo sorriso no rosto”. A filha dela, Marina Malachias, venceu na categoria feminina dos 5Km.

Na Lagoa do Taquaral, o movimento era bem menor que num dia ensolarado. Uns, seguiam bem agasalhados, outros, nem tanto. “Sei que é importante se exercitar, então o frio não me desanima. Estou me preparando para o revezamento na 1ª Maratona de Campinas e, hoje (ontem), foi dia de treino funcional”, disse a consultora de turismo Andrea Hiromi, minutos antes de caminhar. Na cliclofaixa de lazer, ativa das 7h às 12h de ontem desde a Avenida Norte-Sul até a Praça Arautos da Paz, reunia uns poucos corajosos no meio da manhã.

No Bosque dos Jequitibás, houve quem deixou a preguiça de lado para aproveitar a folga, ainda que os termômetros acusassem 13ºC ainda às 10h30. A atração, para uma leva, não era exatamente o parque, mas uma peça teatral infantil em cartaz no Teatro Carlito Maia. “Viemos ver Chapeuzinho Vermelho, do Teatro Sotac. Mais um dia no Shopping não faria sentido, então quando soubemos da programação, levantamos cedo para trazer meu filho, de 3 anos”, disse a publicitária Mayra Fagundes.

Por volta das 13h de ontem, a temperatura em Campinas chegou aos 14,6ºC, mas a sensação térmica era de 1.8°C. Os ventos atingiram 60.7km/h e a umidade relativa do ar era de 76.5%. O índice de chuva acumulada (últimas 72h) até então, segundo o Cepagri, era de 5.3mm.

Pluviometria

A baixa ocorrência de chuvas importantes na cabeceira do Sistema Cantareira segue preocupante. Segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o volume caíra de 19,8% para 19,7% na última sexta-feira (3). E de acordo com dados do mais recente boletim da Sala de Situação PCJ, divulgado também na sexta-feira, a chuva acumulada entre às 7h de 2/7 e às 7h de 3/7 era de 3,25mm no posto de medição do Rio Atibaia em Campinas, sendo a vazão média mensal de 2,8 m3/s; já no posto de mediação do Rio Atibaia na Captação, em Valinhos, choveu 0,80mm no mesmo período, sendo a vazão média mensal de 5,42 m3/s. Em junho, mês em que choveu choveu 39,5 mm, o volume de água que entrou no Sistema Cantareira foi o segundo menor para esse mês na história do sistema. A vazão afluente média ficou em 13,63 metros cúbicos por segundo (m3/s), segundo a Sala de Situação da Agência Nacional de Águas (ANA). A menor vazão de junho, desde 1930, ocorreu no ano passado, no auge da crise hídrica, quando apenas 6,62 m3/s entraram nos reservatórios - tanto por chuva quanto pelos rios que nascem no Sul de Minas e são represados em São Paulo. (AAN)