Publicado 04 de Julho de 2015 - 14h30

ÍíCecília Polycarpo

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A região Norte de Campinas recebeu ontem a última a atividade do projeto "Juntos contra a Dengue e Chikungunya". A ação no período da manhã, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre José Narciso Vieira Ehrenberg, localizada no Jardim São Marcos. As cinco regiões da cidade receberam edições do evento, um esforço articulado entre diversas secretarias para conscientizar a população na eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças.

Campinas vive a pior epidemia de dengue de sua história: por enquanto são 44.528 casos registrados pela Vigilância Epidemiológica estadual. Os números, do início de junho, representam 11,6% de todos os casosconfirmados n primeiro semestre no Estado, que tem 381.728 de dengue no total.

O evento teve mutirão nas casas do bairro e dicas de como evitar focos da doença, além de apresentações artísticas na escola. O vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira, que esteve no evento, afirmou que esta época do ano, quando os casos de dengue tradicionalmente caem, é estratégica para o combate a epidemia. Entre julho e agosto, meses tradicionalmente mais secos mais frios, a transmissão do vírus costuma a cair porque o mosquito se reproduz mais lentamente. “A Prefeitura de Campinas está trabalhando com diferentes ações em diferentes momentos. Os ovos da dengue podem resistir até um ano. Por isso é importante aproveitar esse período para deixa a cidade limpa, sem água acumulada. Isso para que a larva não eclodir quando a temperatura alta propicia a proliferação”, disse.

Na escola, hou ainda exposição de trabalhos dos estudantes sobre o tema dengue. Teixeira destacou o papel das crianças na conscientização e combate à doença. Segundo o vice-prefeito, os alunos são agentes multiplicadores dentro de casa, e absorvem as atitudes e ações para combater o foco do mosquito para o resto da vida.

No segundo semestre, a cidade terá 616 agentes comunitários de saúde a mais, para ajudar no combate à doença. A Câmara aprovou no mês passado a criação dos cargos, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho. A legislação foi criada justamente para suprir o déficit da Secretaria de Saúde de pessoal para ajudar no combate à epidemia.

Mortes

Desde janeiro, sete moradores morreram por complicações provocadas pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Setenta por cento das mortes foram de pacientes com mais de 70 anos. Dez pessoas morreram por causa da dengue em 2014 em Campinas. Entre os registros de Campinas estão 43.905 autóctones (contraídos no município), além de 623 importados (quando o paciente é infectado em outra cidade).