Publicado 03 de Julho de 2015 - 18h30

ÍíCecília Polycarpo

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A Prefeitura de Campinas lançará na semana que vem a licitação para a obra do Teatro de Ópera Carlos Gomes, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, em Campinas. Um edital havia sido feito no dia 26 de fevereiro, mas cancelado no mês seguinte apóse 11 empresas interessadas mandarem pedidos de impugnação. Em maio, a Administração havia informado que estava prestes a lançar nova licitação, o que acabou não ocorrendo.

As companhias apontaram divergências entre a planilha orçamentária e memorial descritivo, falta de especificações de materiais, especificações incompletas e ausência de memoriais descritivos de acústica, arquitetura, estrutura de concreto, cenotecnia, áudio e vídeo e instalações elétricas. A licitação tinha ainda projetos de arquitetura divergentes e falta de especificações técnicas em geral, como a forma de pagamento, a formação de consórcio entre empresas, o reajuste contratual, entre outros. O secretário de Administração, Silvio Bernardin, disse que a Pasta de Infraestrutura trabalha em ritmo acelerado na adequação do projeto. No documento base, o teatro foi orçado em cerca de R$ 78 milhões. Todo o custo será bancado pelo governo estadual.

A concorrência havia sido aberta no dia 26 de fevereiro e esperou meses pela licença prévia ambiental da Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Ganharia a proposta com menor e propostas técnicas compatíveis ao projeto. A previsão era que os trabalhos começassem em junho deste ano, com previsão de entrega para dois anos.

O teatro será construído em uma área de 9 mil metros quadrados e terá capacidade para 1.230 pessoas. A empresa vencedora terá que fazer uma operação assistida durante três meses após a conclusão da obra, para acompanhar a instalação dos equipamentos. Entre as exigências, estará competência técnica com demonstração de que a empresa já tenha realizado uma obra desse porte. O projeto tem 18 volumes de plantas.

Projeto

O prédio será feito ao lado de um dos lagos do parque, onde será necessária terraplanagem e corte de árvores. O parque foi municipalizado no final do ano passado e, quando o teatro estiver pronto, seu gerenciamento também será de responsabilidade da Prefeitura.

O projeto é do arquiteto Carlos Bratke, doado pelo grupo Swiss Park, e sofreu algumas alterações para se adequar a área verde. A Prefeitura redimensionou e mesmo com uma redução de 3 mil metros quadrados (original era com 12 mil), a capacidade da sala foi aumentada de 1.200 para 1.230 lugares. A alteração foi necessária para a adaptação do projeto aos recursos que serão disponibilizados pelo governo do Estado.

Para o projeto adaptado foram reduzidos espaços nas áreas de circulação e no foyer - área externa dos auditórios - local ideal para pequenas exposições, realização de coquetéis, coffee breaks, apresentações, vernissage, e outros eventos.

A sala de espetáculo também sofreu mudanças internas para ganhar melhorias acústicas e de qualidade técnica e para atender às necessidades de um teatro de ópera. Inicialmente, o desenho da sala seria no estilo elisabetano (em semicírculo). A Prefeitura pediu para que o novo desenho tenha estilo italiano (em forma de ferradura), mais propício a apresentações operísticas.

A edificação contará com camarins, coxia, cabines para imprensa, camarotes, sanitários, saídas de emergência e estacionamento, além de uma acústica especial para a apresentação de óperas. O palco, de aproximadamente 310 metros quadrados, terá dois espaços abertos em sua parte inferior. Além do tradicional fosso para a orquestra, haverá uma espécie de hall para receber mostras e exposições. O projeto ainda possui outros seis pavimentos: quatro superiores e dois pisos técnicos.