Publicado 03 de Julho de 2015 - 17h07

Por Delminda Aparecida Medeiros

obs: Dominique fez fotos da Quadrante hoje e adriano da Urban, na terça.

Mercado de arte oscila

As pessoas continuam se casando, construindo, decorando suas casas com obras de arte. Mas, em tempos bicudos, as galerias precisam inovar, investir em outras linguagens, facilitar pagamentos para manter as vendas. “As galerias não acompanham a sazonalidade básica do comércio. O segmento se mantém em dois níveis: do colecionador, que investe independente da situação do mercado; e quem busca peças de decoração, de valores menores. Esse último é o mais afetado. Ao montar uma casa, o foco primeiro é na construção civil, depois na decoração do mobiliário. As paredes acabam ficando por último”, diz Lucila Vieira, proprietária da Quadrante Galeria. “As vendas das telas não sofreram muita oscilação, já outros serviços tiveram queda. A pessoa compra a tela, mas busca outras opções de moldura, pesquisam preços”, completa Newton Gmurczyk, também da Quadrante.

A proprietária da Urban Arts, Carla Bratfisch, diz que tem sentido fortemente o reflexo da crise atual. ”Fevereiro, que esperava um movimento pequeno, foi atípico e vendeu bem. Mas a partir de março a procura foi diminuindo. Há muita visitação, mas poucas vendas. As pessoas querem comprar, decorar, pesquisam preços das obras, da moldura, mas muitas vezes a venda não se concretiza”, lamenta Carla. Ela diz que percebe que o interesse pela arte aumentou, mas as vendas não seguem essa tendência. “Todos ficam chorando algum tipo de desconto até o final.” Carla, que está à frente da galeria desde outubro passado, explica que a Urban Arts trabalha com peças originais e impressão de obras em diferentes acabamentos, como papel fotográfico ou canvas (tecido de telas), o que representa preços variados. “Temos peças mais caras, de preço médio e mais baratas, mesmo assim está difícil vender.”

Lucila, que tem 23 anos de experiência no mercado de artes, também considera que houve um aprimoramento no olhar para as artes. “Esse movimento é marcante com a facilidade da internet. As pessoas estão mais interessadas, pesquisando, visitando museus, física e virtualmente. Isso é bom para o mercado e abre espaço para as galerias investirem no atendimento virtual e redes sociais”, coloca. (Delma Medeiros/Da Agência Anhanguera)

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Delminda Aparecida Medeiros