Publicado 02 de Julho de 2015 - 15h10

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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A implantação do trem intercidades, que irá ligar as regiões metropolitanas de Campinas, Vale do Paraíba, São Paulo e Santos está na dependência da liberação, pelo governo federal, das faixas de domínio da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), informou ontem em Campinas, o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo ele, o pedido foi feito no ano passado e reiterado na quarta-feira ao Ministério dos Transportes. “Sem ter essa autorização, não temos como enviar o projeto ao comitê gestor das parcerias público-privada e nem como dar seguimento ao projeto”, afirmou. O investimento estimado é de R$ 20 bilhões.

Alckmin disse, durante entrega de equipamentos ao Corpo de Bombeiros, que assim que o uso da faixa de domínio por onde circulam os trens de carga, irá lançar o edital da PPP para que o trem, com velocidade média de 120 quilômetros por hora, possa ligar as quatro regiões. A obra será iniciada no trecho que liga Americana a São Paulo.

Segundo o governador, na faixa de domínio cabem cinco linhas – há duas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que vai até Jundiaí; há o trem de cargas e ainda há espaço para o trem de média velocidade, segundo ele.

Alckmin propôs a assinatura de convênio entre a União e o Governo do Estado envolvendo a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para regular o uso de faixas de domínio de ferrovias federais para que seja possível ao Estado avançar no desenvolvimento do projeto de ligar a macrometrópole paulista por trem.

O projeto prevê 431 quilômetros de ferrovia que ligarão Americana a Santos, Taubaté a Sorocaba e que se cruzarão em São Paulo. O o trem sairá de Americana, passará por Santa Bárbara, Sumaré, Hortolândia, Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí e chegará à capital paulista.. O custo previsto para interligar a macrometrópole formada pelas quatro regiões metropolitanas – Campinas, Vale do Paraíba, São Paulo e Santos – está estimado em R$ 20 bilhões, sendo R$ 4 bilhões de recursos públicos. Na eventualidade de o empreendimento atrair o setor privado, todos os estudos e projetos do trem regional entrarão como contrapartida do governo no intercidades. Governo do Estado prevê licitar o projeto ainda nesse semestre.

As regiões metropolitanas de Campinas, São Paulo, Santos e São José dos Campos, somada à cidade de Sorocaba respondem por 53% da frota estadual de veículos e 63% de toda a população do Estado de São Paulo. Essas regiões possuem fluxo contínuo entre elas, principalmente entre a região de São Paulo e demais.

No cronograma inicial do governo do Estado, a previsão era iniciar em 2014, o trecho de 90 quilômetros ligando a Campinas, cuja construção estava prevista para iniciar em 2015 e na sequência, mais 25,4 quilômetros ligando o ABC, para que começasse a operar em 2018 . As outras ligações começariam na sequência, até a conclusão final em 2020.

Segundo o edital de chamamento público publicado em 2012, as extensões operacionais Campinas – Americana e São José dos Campos – Taubaté deveriam ser estudadas quanto à sua viabilidade e poderão ser implantadas antes da rede chegar nestas cidades, caso estas linhas possuam demanda local. Em função dos traçados conectando Campinas e São José dos Campos à Região Metropolitana de São Paulo estarem próximos dos Aeroportos de Viracopos e Guarulhos respectivamente, e por agregarem uma demanda potencial ao sistema como um todo, deverá ser avaliado a implantação de estações dos trens regionais nesses dois aeroportos.

ELEMENTO

R$ 20

BILHÕES

é o custo estimado do trem que ligará as quatro regiões metropolitanas paulistas

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Maria Teresa Costa