Publicado 02 de Julho de 2015 - 15h09

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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O desassoreamento da Lagoa do Taquaral começará em 40 dias,com a previsão de retirar 200 mil metros cúbicos de resíduos acumulados no fundo da lagoa, informou ontem o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella Esses resíduos são formados por areia, lodo e material orgânico acumulados. O trabalho vai custar R$ 20 milhões e será custeado pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee) – a Prefeitura se encarregará do transporte do material e estuda utilizar os resíduos para recuperar solos com erosão. A Secretaria do Verde está analisando a viabilidade ambiental de usar o material para fechar voçorocas.

O desassoreamento deveria ter começado no ano passado, mas atrasos na negociação, acabaram transferindo para meados de agosto o início da retirada dos resíduos. Em 2011 houve início u trabalho de desassoreamento, que acabou parando por falta de verbas. O trabalho de retirada do lodo deverá durar dois anos, mas as atividades naquele parque não serão interrompidas. A última grande retirada de material do fundo da lagoa ocorreu em 1986.

Em 1984, a lagoa tinha 9 metros de profundidade e agora, segundo a Prefeitura, está com três metros. Paulella ainda afirmou que durante o desassoreamento será feito um estudo para que algumas obras que evitem o acúmulo de resíduos sejam feitas, mas não deu detalhes e nem prazo para que isso seja realizado. "Vamos estudar colocar uma caixa de areia para que a água da chuva caia, a areia fique na caixa e a água vá limpa para a lagoa".

Nas últimas décadas houve uma grande deposição de matéria orgânica no fundo da lagoa, que é o ponto mais baixo da bacia hidrográfica do bairro Taquaral e recebe água das chuvas drenadas de bairros como Castelo, Chapadão, Guanabara, Nossa Senhora Auxiliadora e Alto Taquaral.

A intenção é retirar cerca de 206 mil metros cúbicos de detritos e areia do fundo da lagoa, quantidade equivalente a 30 mil caminhões de material (com capacidade para sete toneladas).

O trabalho de desassoreamento também prevê a troca do calçamento do percurso de caminhada no entorno do lago. Ele deixará de ser de saibro (areia) e passará a ter piso intertravado, feito com bloquetes de concreto. A medida será adotada para evitar que a lagoa volte a receber grande quantidade de areia do trajeto, o que ocorre quando chove.

Para retirar a areia e lodo será usada uma embarcação de sucção, parecida com a usada no Rio Tietê, na Capital, com 20 metros de comprimento.

Pelo menos um terço dos peixes existentes hoje na lagoa serão removidos e transferidos para outros três parques: Lago do Café, Parque da Vila União e Parque Santa Bárbara.

No local há uma superpopulação de peixes, devido à baixa profundidade das águas. O desassoreamento vai ampliar a oferta de oxigênio para os peixes e reduzirá a proliferação de algas, responsável por deixar a água com a coloração esverdeada, e também contribuirá para a drenagem da região.

O desassoreamento vai contribuir para a macrodrenagem da região porque a lagoa funciona como um piscinão nesta área, disse Paulella. O Parque Portugal, mais conhecido como Lagoa do Taquaral, é um dos mais importantes espaços de lazer da cidade. Com espaços esportivos, recreativos e culturais, recebe uma média de 20 mil visitantes durante a semana, e, aos finais de semana e feriados, cerca de 50 mil pessoas.

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