Publicado 01 de Julho de 2015 - 20h36

Por Inaê Miranda

ÍíFOTOS: Janaína

Inaê Miranda

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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O Castramóvel, ônibus adaptado pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da Secretaria do Verde de Campinas, esterilizou 200 cães e gatos do bairro São José na tarde de ontem. A iniciativa já vem sendo realizada desde março e tem como objetivo prevenir o abandono de animais. O São José foi escolhido porque um grupo de moradores de área de risco irá se mudar para conjuntos habitacionais - situação que pode elevar os casos de abandono de animais domésticos. No final de julho, o Castramóvel vai atuar na região do Campo Grande. O projeto segue pelo menos até 2016, com a expectativa de 10 mil castrações.

O diretor de Proteção e Bem-Estar Animal, o veterinário Paulo Anselmo Nunes Felippe, explica o projeto de castrações teve início em março deste ano, com a esterilização de aproximadamente 800 cães na região do bairro Boa Vista. Ele ressaltou que esta fase, em particular, é diferente porque é um trabalho preventivo e direcionado para uma comunidade que irá mudar de endereço. “As pessoas que levaram os animais para serem castrados hoje (ontem) moram em área de risco e irão se mudar para apartamentos da Cohab (Companhia de Habitação Popular). Antigamente, em casos como esses, havia muitos casos de abandono de animais. Desta vez estamos nos antecipando”.

Em reuniões anteriores, os moradores foram orientados a colocar animais incompatíveis com as novas habitações para adoção. Os 200 animais levados ontem ao Castramóvel foram esterilizados, microchipados e receberam antibióticos. “Estamos colocando o microchip para o caso de se o animal for encontrado no futuro a gente conheça a vida pregressa dele. Se a pessoa não informou o Departamento de Bem Estar Animal que ele fugiu, ela vai ser multada, enquadrada pelo abandono de animais”, afirmou o cirurgião veterinário Ricardo de Almeida Souza. Hoje, outros 200 animais passarão pelo procedimento.

Jéssica Daniele de Souza Oliveira, de 23 anos, levou o pequeno Thor, para ser castrado porque irá se mudar para um apartamento e acredita que o pet estará mais protegido. “Acho que vai ser melhor para ele”, disse. “Eu tinha vontade de castrar ele, mas não tinha dinheiro”, afirmou a babá Luzia de Souza, de 48 anos, dona do Bob Henrique. O Engenheiro Agrônomo Sérgio Vilas Boas levou os dois cães para castrar e elogiou a iniciativa. “Se as pessoas se conscientizarem sobre a importância da castração, o número de animais soltos na rua vai diminuir significativamente”, afirmou.

Depois dessa segunda etapa no São José, o Castramóvel segue para a região do Campo Grande, onde fica até esgotar a quantidade de animais a serem castrados e cadastrados, segundo afirmou Anselmo. Ele diz que o foco do projeto é trabalhar não de forma aleatório, mas atuar por microrregiões para solucionar o problema de abandono de animais. “O que a gente está trabalhando é por saturação em bairros e regiões. Na Boa Vista, a gente estima que a população de animais castrados tenha subido para 80%. Com isso a gente consegue diminuir o abandono que é o problema principal da história”.

Ele explica que a empresa terceirizada para realizar o serviço foi contratada para castrar 4 mil animais até o final deste ano, mas o contrato pode ser renovado para o ano que vem, quando está prevista a castração de mais 6 mil animais. Cada castração tem um custo estimado de R$ 120 reais. A verba é do Proamb – Fundo do Meio Ambiente. O investimento total é de R$ 400 mil na primeira fase e de R$ 600 mil na segunda fase, no ano que vem.

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Inaê Miranda