Publicado 01 de Julho de 2015 - 19h58

Por Jaqueline Harumi Ishikawa

Fotos: Divulgação

Jaqueline Harumi

Da Agência Anhanguera

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Policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas localizaram ontem em um hangar de São Paulo, Capital, um helicóptero Agusta do traficante Valdecir Vieira da Costa, o “Baiano”, preso em Hortolândia pela Polícia Federal no último dia 15 durante a Operação Ferrari, que desarticulou uma quadrilha de tráfico de drogas internacional que agia em cinco estados brasileiros, inclusive em São Paulo, e usava empresas de fachadas para lavar o dinheiro.

Segundo as informações divulgadas pela delegacia especializada, o traficante levava uma vida de ostentação, comprava mansões, barcos e carros de luxo, com viagens mensais para o Paraguai com escala em Londrina e também para algumas cidades da região Norte do Brasil. Além disso, durante as investigações, os agentes da Dise identificaram dezenas de imóveis de alto padrão adquiridos por “Baiano” nas cidades de Indaiatuba, Hortolândia, Itupeva, Nazaré Paulista e Guarujá, bem como postos de gasolina em Hortolândia e Itupeva. Também está sob averiguação a posse de um imóvel adquirido recentemente às margens de uma represa na cidade de Avaré, o qual seria usado para lazer.

Após as prisões feitas pela megaoperação da PF, a Dise descobriu a existência do helicóptero, avaliado em ao menos R$ 3 milhões durante a formalização do depoimento de algumas pessoas relacionadas na investigação da compra de um imóvel de alto padrão em Indaiatuba. “Baiano” teria dado uma cobertura de alto padrão no Guarujá como parte do pagamento. Ficou confirmado que o investigado firmou o contrato de compra da aeronave e que restava apenas alguns detalhes para que ele iniciasse os voos.

A Dise ressaltou que vários nomes de “laranjas" e colaboradores no sistema de ocultação de bens e lavagem de dinheiro movimentados por “Baiano” estão sendo investigados e todo o conteúdo é compartilhado com policiais federais de Londrina (PR), de onde partiram as primeiras prisões.

Ao todo, a Operação Ferrari cumpriu 49 mandados judiciais, sendo 20 de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão e sete de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento sobre o caso) em 15 cidades do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Sergipe. Na região, a PF tinha cinco mandados de prisão preventiva, além de dois por condução coercitiva, em Sumaré, Campinas, Indaiatuba, Salto e Hortolândia, sendo que três pessoas foram presas.

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Jaqueline Harumi Ishikawa