Publicado 01 de Julho de 2015 - 13h57

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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Um pintor de 27 anos foi preso em flagrante após fazer um arrastão em um ponto de ônibus e sequestrar uma dona de casa de 40 anos nas proximidades da rodoviária de Sumaré, anteontem a noite. Durante o arrastão, Luís Fernando Félix da Silva usou uma das vítimas, grávida de três meses, como refém. Ninguém ficou ferido. Silva foi preso pela Polícia Militar (PM) quando fugia sentido nova Odessa.

O assalto foi por volta das 18h20 em um ponto de ônibus intermunicipal na lateral da rodoviária. Ao menos onze passageiros que embarcariam em um ônibus para Americana foram rendidos. Segundo as vítimas, o pintor rendeu a grávida nas proximidades e a arrastou até o ponto. No local ele a mandou ficar quieta e abrir a mochila dele. “Eu conversa com minha amiga quando percebi que a moça do meu lado chorava. Não entendi pois achava que se tratava de um casal, mas do nada o cara mostrou uma arma e anunciou o assalto”, contou uma técnica de enfermagem, de 19 anos.

Segundo a técnica de enfermagem, a refém pedia ajuda e dizia para Silva não fazer nada, pois ela estava grávida. “Eu pedi para ele trocar a moça por mim, pois temia pelo bebê. Ele grudou na minha blusa e me arrastou, mas minha amiga me puxou pelo braço e eu me desequilibrei na calçada”, relatou a técnica.

As vítimas foram obrigadas a jogar carteiras e celulares na mochila que a grávida segurava. Após o arrastão, o pintor correu. As vítimas foram no encalço do acusado, mas ele ameaçou a atirar e elas pararam e pediram socorro para um motorista que passava em um Uno e também para uma viatura da PM.

Silva correu cerca de duas quadras e rendeu a dona de casa que estava com um casal de filhos pequenos – de 7 e 3 anos – no carro, um Fiesta. A mulher tinha acabado de sair de um consultório oftalmonosológico e havia reduzido a velocidade em um sinal de pare. “Ele chegou ao meu lado e me disse para levá-lo até Americana. Fiquei nervosa e comecei a chorar. Ele me acalmou e disse que não queria nada de mim”, contou a dona de casa.

O motorista do Uno viu a abordagem e seguiu a vítima. Ele passou as informações para a polícia que fez um cerco em frente ao 48º Batalhão, na Avenida Rebouças, onde Silva foi detido. “Fiquei com medo de ter troca de tiro e abri a porta do meu carro dizendo que meus filhos estavam no carro”, disse a dona de casa.

O pintor saiu da cadeia em dezembro passado e respondia por roubo. Todos os pertences das vítimas foram recuperados.

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Alenita de Jesus