Publicado 05 de Julho de 2015 - 14h48

Por Agência Estado

O novo posto dá ao ex-atleta a chance de continuar ajudando o esporte

Cedoc/RAC

O novo posto dá ao ex-atleta a chance de continuar ajudando o esporte

Em 1987, o piloto Ayrton Senna era apenas uma promessa, Nelson Piquet ganhava o tricampeonato na Fórmula 1, a União Soviética passava por reformas e era liderada por Mikhail Gorbachev e o computador mais moderno era o TK 3000 II, que tinha memória de até 1 MB. Esse foi o ano de estreia de Hugo Hoyama nos Jogos Pan-Americanos, em Indianápolis, nos Estados Unidos, e a partir dali ele escreveu a sua história com 15 medalhas (10 ouros, uma prata e quatro bronzes).

Agora, pela primeira vez desde 1987, o melhor mesa-tenista da história do Brasil não representará o Brasil como atleta. Mas ele estará lá, agora como técnico da seleção brasileira.

O novo posto dá ao ex-atleta a chance de continuar ajudando o esporte. Com o objetivo de impulsionar a evolução das meninas, Hugo estabeleceu os Jogos Pan-Americanos de Toronto como principal meta de sua equipe - formada por Lígia Silva, Caroline Kumahara e pela chinesa naturalizada brasileira Lin Gui - na temporada. No Canadá, o trio busca o ouro inédito.

Hoyama disse que o Pan teve um papel fundamental na consolidação de sua carreira e crê que o mesmo pode acontecer com as suas comandadas. “O Pan foi o primeiro passo para que eu pudesse realmente ter o reconhecimento dentro do esporte. A gente sabe que na Olimpíada o nível do tênis de mesa é muito diferente, mas não temos de desmerecer os Jogos Pan-Americanos”.

OLHO NO RIO - Além da medalha por equipes, as brasileiras jogam de olho na vaga olímpica concedida à campeã. Hoyama avalia que os resultados até agora foram “excelentes” e está confiante no desempenho das pupilas em Toronto. “Se elas continuarem com foco e concentração, a gente pode lutar por medalhas. A chance vai ser muito grande”.

O passar do tempo tem ajudado Hoyama a se acostumar com o posto de liderança. E suas atletas já têm notado algumas diferenças no relacionamento. “No começo era complicado porque ele não conseguia entender a nossa dificuldade, mas hoje melhorou muito. Ele está mais tranquilo e me deixa mais calma porque confio bastante nele”, afirmou Lin Gui.

Hoyama torce para que a dedicação que sempre teve em sua longeva carreira sirva de inspiração para as próximas gerações. “Participei de sete edições do Pan e fui trabalhado pra isso. Desde a primeira medalha de ouro até a última que conquistei, treinei da mesma forma e fui com os mesmos objetivos. Espero que tenha servido de exemplo”.

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