Publicado 14 de Julho de 2015 - 21h38

Por Carlos Rodrigues

O técnico Paulo Roberto orienta Fumagalli: time começou bem com o treinador, mas caiu nos últimos jogos

Rodrigo Villalba/Guarani FC

O técnico Paulo Roberto orienta Fumagalli: time começou bem com o treinador, mas caiu nos últimos jogos

A paralisação da Série C do Campeonato Brasileiro, em junho, proporcionou ao Guarani três semanas de preparação. Nesse período, oito dias foram usados para uma intertemporada intensiva em Sorocaba. O técnico Paulo Roberto Santos, recém-chegado ao clube, ganhou um tempo precioso para trabalhar e inserir os novos reforços na equipe. A expectativa de melhora era grande e o Bugre deu uma resposta satisfatória na vitória contra o Tombense. Mas quando se esperava uma arrancada, o alviverde esmoreceu. O doloroso empate em casa diante do Madureira e a atuação ruim na derrota para a Portuguesa frearam o ímpeto bugrino e impediram a sonhada entrada no G4.

Mais do que dois resultados ruins, chamou a atenção a queda no desempenho do Guarani. Se contra o Tombense o time mostrou competitividade e eficiência para controlar o adversário, os compromissos seguintes apresentaram uma equipe com bastante limitações. Apesar das inúmeras chances criadas e desperdiçadas diante do Madureira, a posse de bola já não foi uma marca e o time ainda levou alguns sustos no fim. E o primeiro tempo do confronto com a Portuguesa ligou de vez o sinal de alerta. Com dificuldades na marcação — sobretudo nas laterais — excesso de ligações diretas e pouca agressividade, o Bugre não se encontrou e depois não conseguiu ter capacidade para reagir.

Para os jogadores, está claro que repetir o que vem sendo feito não vai alterar o panorama. Por isso, a reação deve partir de dentro para fora. "São coisas que acontecem e é o momento de focar mais, ver o que estamos precisando. Se queremos coisas grandes no campeonato, precisamos fazer algo diferente. É necessário darmos uma resposta, principalmente para o nosso torcedor, que espera bastante da gente", afirma o volante Lenon. "A palavra-chave é foco. Temos metas a longo prazo, mas precisamos primeiro pensar a curto prazo. Por isso, o jogo contra o Brasil é de extrema importância", salienta, em referência ao duelo da próxima segunda-feira (20), às 20h15, no Brinco.

Opção de segundo tempo nos últimos dois jogos, o meia Allan Dias lamenta os tropeços que impediram o time de estar melhor colocado, mas avisa que uma boa sequência daqui pra frente será determinante. "O campeonato está parelho e uma sequência de duas, três vitórias coloca a gente lá em cima", argumenta. "Por isso, é preciso trabalhar forte e minimizar ao máximo os erros. Isso vai ser crucial para conseguirmos sair com as vitórias e ter um embalo."

JOGO-TREINO

Enquanto os titulares que atuaram contra a Portuguesa realizaram apenas trabalhos físicos na reapresentação nesta terça-feia (14), os reservas e não relacionados disputaram um jogo-treino com o Mirassol, que se prepara para a Copa Paulista, e foram derrotados por 2 a 0. Na tarde desta quarta-feira (15), o técnico Paulo Roberto inicia a preparação para a partida diante do Brasil.

ATAQUE

Diante da ineficiência do ataque e do jejum de três jogos do atacante Anderson Cavalo, o Guarani segue buscando reforçar o setor. Nos bastidores, comentou-se o nome de Marcelo Nicácio, que disputou o Carioca pelo Boavista, mas o superintendente de futebol, Waldir Lins, descartou negociação com o jogador.

FESTIVAL

Depois de sediar o Happy Holi no final de junho, o Brinco de Ouro receberá um novo festival de música eletrônica em breve. Está marcado para 20 de setembro o Holi One, que, assim como o 'concorrente', também usa as cores como atração. O Guarani não comenta sobre o valor do aluguel do estádio, mas a expectativa é que as cifras sejam semelhantes.

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Carlos Rodrigues