Publicado 13 de Julho de 2015 - 20h24

Por Carlos Rodrigues

Apesar da situação do Guarani ser preocupante, o técnico Paulo Roberto Santos evita pensar negativo e cita o equilíbrio na tabela

Rodrigo Villalba/Guarani FC

Apesar da situação do Guarani ser preocupante, o técnico Paulo Roberto Santos evita pensar negativo e cita o equilíbrio na tabela

Desde que foi rebaixado em 2012, esta é a terceira vez seguida que o Guarani disputa a Série C do Campeonato Brasileiro. E o início de torneio tem sido pouco animador, já que, com apenas sete pontos conquistados em sete rodadas, o Bugre tem o pior início em comparação às duas temporadas anteriores. O baixo rendimento escancara as deficiências do time, que venceu apenas uma vez na competição e tem um ataque bastante improdutivo, o que explica a dificuldade da equipe em pelo menos se aproximar do G4 do Grupo B.

Nas últimas duas vezes que disputou a terceira divisão nacional, o alviverde sequer conseguiu a classificação para a segunda fase, mas, a essa altura do campeonato, tinha um aproveitamento melhor. Em 2013, sob o comando de Tarcísio Pugliese, somou 15 pontos em sete rodadas — mais do que o dobro do elenco atual. Já no ano passado, quando era dirigido por Evaristo Piza, o Guarani havia obtido 9 pontos nesse estágio do torneio. Em ambas as campanhas, o Bugre finalizou a fase de classificação com 24 pontos.

Para, no mínimo, repetir essa pontuação em 2015, o que já pode ser insuficiente para assegurar uma vaga nas quartas de final, será preciso melhorar o aproveitamento de 33% para cerca de 51%, ou seja, somar 17 dos 33 pontos ainda em disputa.

Apesar de a situação começar a se tornar mais delicada, o técnico Paulo Roberto Santos evita qualquer pensamento negativo. "Com uma vitória encostaríamos no G4 e teríamos algumas partidas ainda para terminar o turno, mas não é nada que seja desesperador", afirma o treinador, que já comandou o time em três partidas e conheceu a primeira derrota diante da Portuguesa.

Paulo Roberto ainda colocou na conta dos resultados passados a culpa pelo atual momento vivido pela equipe. "O problema são os pontos desperdiçados anteriormente. Se tivéssemos feito mais uns dois ou três, contra o Guaratinguetá e inclusive na última partida em casa, a derrota para a Portuguesa poderia ser considerada normal."

Se serve de consolo para o Guarani, o equilíbrio do campeonato até agora impede que o alviverde esteja ainda mais longe do objetivo. Mesmo tendo vencido apenas uma vez, o Bugre está a quatro pontos do Juventude, última equipe que integra o G4. O alto número de empates no campeonato justifica essa distância considerada ainda pequena para o grupo de classificação.

NOTAS

Reapresentação

Após a folga desta segunda-feira (13), o elenco do Guarani se reapresenta nesta terça-feira (14) no Estádio Brinco de Ouro. Pela manhã, os atletas que participaram do jogo contra a Portuguesa realizam um trabalho de fortalecimentio físico, enquanto, à tarde, os jogadores não relacionados contra a Lusa fazem jogo-treino contra o Mirassol.

Retorno

Para o compromisso contra o Brasil de Pelotas, na próxima segunda-feira (20), no Brinco, o técnico Paulo Roberto Santos poderá contar com o retorno do zagueiro Gladstone, que cumpriu suspensão. O lateral-direito Oziel, que se recupera de um problema na coxa, pode ser novidade nos treinos da semana.

Rafael Caldeira

O zagueiro Rafael Caldeira seria julgado nesta segunda pelo Tribunal de Justiça Desportiva por conta do episódio de doping ocorrido durante a Série A2 do Paulista, mas o Guarani conseguiu adiar a definição para a próxima segunda. O defensor cumpriu uma suspensão preventiva de 30 dias por uso da substância dexamethasone.

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Carlos Rodrigues