Publicado 05 de Julho de 2015 - 13h41

Por Carlos Rodrigues

O empate foi o quarto do Bugre em seis jogos na competição

César Rodrigues/ AAN

O empate foi o quarto do Bugre em seis jogos na competição

Duas chances que pararam na trave, uma oportunidade incrível desperdiçada e várias bolas que passaram pela área sem que um pé a mandasse para o fundo da rede. Faltou sorte e, sobretudo, competência para o Guarani, que não saiu do 0 a 0 com o Madureira, neste domingo (5), no Estádio Brinco de Ouro, e segue sem vencer em casa pela Série C do Campeonato Brasileiro.

O empate foi o quarto do Bugre em seis jogos na competição. Com 7 pontos e a três do G4, o alviverde figura na 6ª posição do grupo B. No próximo domingo (12), o compromisso é diante da Portuguesa, na capital paulista. O zagueiro Gladstone, que levou o terceiro cartão amarelo, desfalca o time.

O JOGO

O Madureira veio a Campinas parecendo conhecer perfeitamente a estratégia do Guarani de trocar muitos passes. E, disposto a evitar a pressão dos donos da casa nos primeiros minutos, o time carioca não se retraiu no início de jogo. Pelo contrário, trabalhou bastante a bola no campo de ataque para segurar as investidas do adversário. A proposta tirou um pouco o Bugre da zona de conforto, mas não evitou que a equipe criasse chances perigosas. Aos 6’, após cobrança de lateral de Bruno Pacheco, Fumagalli acertou a trave direita.

O jogo, em boa parte do primeiro tempo, seguiu se desenvolvendo assim. Enquanto o Madureira fazia de tudo para deixar o Guarani longe da bola, o alviverde era agressivo quando tinha controle da partida. Muito por conta do bom trabalho pelas laterais, tanto com dobradinha formada por Raoni e Lenon na direita, quanto com Bruno Pacheco pela esquerda. Aos 16’, depois de jogada bem articulada, Clementino ajeitou para Fumagalli, mas Daniel bloqueou a finalização. Aos 18’, Raoni fez o cruzamento, a zaga afastou parcialmente e, na sobra, Bruno Pacheco mandou por cima, com perigo.

A partir dos 25 minutos, a situação do jogo mudou. Mais atento na marcação do meio-campo, o Bugre controlou a posse de bola, mas aí, sem espaço, teve dificuldades em superar a marcação carioca. Com Clementino pouco inspirado e Fumagalli preso entre os volantes adversários, os donos da casa só voltaram a levar perigo aos 35’, em pancada de fora da área do zagueiro Gladstone que obrigou o goleiro Márcio a fazer excelente defesa.

O Madureira, que à essa altura esperava um contra-ataque, quase abriu o placar aos 41’. Após erro na saída de bola bugrina, Arthur Faria foi lançado nas costas da defesa e saiu cara a cara com Rafael Santos, mas, ao invés da conclusão, preferiu o toque para João Carlos, que não alcançou o passe.

O segundo tempo foi praticamente um ataque contra defesa. Desde o início, o Guarani foi para cima em busca do gol. Logo aos 4’, uma reprise do que aconteceu na etapa inicial, Fumagalli recebeu na área e cabeceou, mas dessa vez foi a trave esquerda que impediu a abertura do marcador. Sempre pelas laterais, principalmente a direita, o Bugre chegava à frente. Aos 18’, após bela inversão de Gladstone, Clementino ajeitou para Fumagalli, mas outra vez o capitão bugrino não foi feliz na conclusão e mandou pra fora.

Com o tempo passando e a necessidade do gol cada vez maior, o jogo se tornou dramático. Diante da ineficiência ofensiva, o técnico Paulo Roberto Santos promoveu as entradas de Fernandinho e Malaquias para atuarem pelas pontas, com Clementino centralizado. E foi justamente dos pés do camisa 11, aos 31’, que surgiu a melhor chance do Guarani. Depois de linda jogada individual, passando por três marcadores, Clementino saiu de frente para o gol, mas pegou mal na bola e isolou, perdendo oportunidade incrível.

O lance foi o reflexo de que não era o dia do ataque bugrino. O time seguiu insistindo até o fim e, nos contra-ataques do Madureira, ainda levou alguns sustos. Mas, sem competência para definir a partida, ninguém foi capaz de tirar o zero do marcador, num resultado que manteve o Guarani estacionado na tabela e frustrou o torcedor que encarou a manhã gelada no Brinco de Ouro.

Escrito por:

Carlos Rodrigues