Publicado 04 de Julho de 2015 - 20h12

Por Agência Estado

Jogadores chilenos comemoram a conquistada Copa América diante da Argentina após triunfo nos pênaltis

France Press

Jogadores chilenos comemoram a conquistada Copa América diante da Argentina após triunfo nos pênaltis

Chile e Argentina entraram em campo, neste sábado (4), no Estádio Nacional, em Santiago, no jogo mais importante da história do futebol chileno, para decidirem qual equipe levaria a Copa América. O duelo também era histórico para os argentinos, já que o último título de uma seleção profissional foi em 1993, quando a Argentina levou a Copa América, no Equador. E a geração de Messi, Di María, Tevez & cia passou por este período todo sem nenhum título. Mas, na decisão por pênaltis, após 120 minutos bem jogados, a equipe chilena mostrou mais frieza e conquistou seu primeiro título importante na história. Messi continua amargando um jejum de títulos com sua geração que vai passar dos 22 anos.

O confronto começou pegado, com as duas equipes muito atentas nas divididas e nas bolas lançadas atrás dos zagueiros. O primeiro lance de perigo foi do Chile, aos 10 minutos de jogo. Alexis Sánchez recebeu de Valdivia e arrancou pela direita. Demichelis tentou cortar, mas Vidal pegou a sobra de primeira. Romero fez grande defesa.

A Argentina reagiu aos 20, quando Messi cobrou falta em direção ao gol chileno e Agüero chegou para completar de cabeça na pequena área. No reflexo, Bravo fez linda defesa e salvou os anfitriões.

Com a forte marcação chilena, uma aula de Sampaoli para os técnicos do planeta e sobre Martino, os argentinos não conseguiam estabelecer seu ritmo de toques rápidos e jogadas ofensivas agudas, como ocorreu na goleada da semifinal contra o Paraguai. Além das jogadas ríspidas, o Chile travava as saídas argentinas marcando em cima Messi e Pastore.

A disposição chilena fez sua primeira vítima quando aos 25, logo depois da arrancada no contra-ataque, Di María sentou no gramado e reclamou de dores. Ele sentiu a coxa e foi substituído por Lavezzi.

Antes do fim da etapa inicial, a Argentina quase abriu o marcador ao chegar na área chilena em boa troca de passes na esquerda. Pastore recebeu a bola, foi até a linha de fundo, já na área, e rolou para Lavezzi atrás. O jogador do PSG chutou de primeira e forçou Bravo a fazer outra grande defesa.

Com o zero no placar, as duas equipes voltaram do intervalo com a mesma disposição. Em lance bobo, logo a 1 minuto, o Chile quase marca com Vidal. Otamendi se complicou e perdeu a bola para Sánchez. O jogador do Arsenal cruzou para Vidal, que cabeceou firme para a defesa segura de Romero.

Aos 28, em cena polêmica, Valdivia foi substituído e a leitura labial do jogador, além de sua mexida negativa com a cabeça, comprovavam a insatisfação do jogador com a alteração do técnico Sampaoli. Já no banco, o jogador tirou as meias e as jogou longe, reforçando sua revolta com a substituição.

O Chile aproveitou a falta de opções da Argentina e cresceu na partida. A equipe da casa pressionava o adversário, trocando passes ao redor da área e chegando ao gol em cruzamentos. A Argentina resistia bravamente na defesa.

Mas a resistência quase desmoronou aos 37, quando, em lance agudo, Sánchez, na melhor jogada da partida, recebeu passe preciso de Aránguiz na área. O atacante girou batendo de primeira. A bola passou raspando a trave, com Romero fazendo apenas golpe de vista.

No último lance da partida, a Argentina quase acabou com o tabu de 22 anos sem títulos. O Chile abriu a defesa para o contra-ataque e Messi recebeu no meio, passou pelo marcador e abriu para Lavezzi na esquerda. Com espaço, o jogador não chutou nem cruzou para Higuaín, que, quase sem ângulo, chutou na rede pelo lado de fora.

Na prorrogação, o Chile voltou a mostrar a disposição que segurou a Argentina durante toda a final. Bem postado em campo, a equipe de Sampaoli parou o expresso argentino de Messi e criava algumas chances de perigo. Numa delas, Díaz concluiu por cima da meta de Romero.

No fim do primeiro tempo, Bravo saiu jogando rapidamente, na direção de Sánchez. Mascherano furou feio ao tentar cortar e deixou o atacante chileno livre. O jogador do Arsenal correu até a área e chutou por cima, na melhor chance da prorrogação.

Com o zero persistindo no placar, a tensão crescia cada vez mais nos minutos finais. Os chilenos se defendiam, enquanto a Argentina buscava o gol a todo custo. Mas a final histórica seria decidida nos pênaltis.

Nas cobranças, apenas Messi marcou pela Argentina. Higuaín voltou a mostrar sua falta total de competência e isolou a bola na segunda cobrança. Banega bateu no canto de Bravo na terceira. Matias Fernández, Vidal, Aránguiz e Sánchez conferiram para os chilenos. O atacante do Arsenal teve a ousadia de cobrar no estilo da famosa "cavadinha", para garantir a vitória chilena.

Com o título, o Chile levou o primeiro troféu importante de sua história e garantiu, ao mesmo tempo, a presença na Copa das Confederações de 2017, ao lado de Rússia, sede da competição, e Alemanha, campeã mundial.

FICHA TÉCNICA:

CHILE 0(4) X 0(1) ARGENTINA

CHILE - Bravo; Isla, Medel, Francisco Silva e Beausejour; Díaz, Aránguiz, Vidal e Valdivia (Matías Fernández); Vargas (Angelo Henríquez) e Alexis Sánchez. Técnico: Jorge Sampaoli.

ARGENTINA - Romero; Zabaleta, Demichelis, Otamendi e Marcos Rojo; Mascherano, Biglia e Pastore (Banega); Di María (Lavezzi), Messi e Agüero (Higuaín). Técnico: Gerardo Martino.

CARTÕES AMARELOS - Medel, Francisco Silva, Díaz, Aránguiz (Chile); Rojo, Mascherano, Banega (Argentina).

ÁRBITRO - Wilmar Roldán (Fifa/Colômbia).

RENDA - Não divulgada.

PÚBLICO - 45.693 pessoas.

LOCAL - Estádio Nacional, em Santiago (Chile).

Escrito por:

Agência Estado