Publicado 03 de Julho de 2015 - 21h16

Por Silvio Marcos Begatti

Bruno Seixas se decepcionou com o futebol apresentado pelo Brasil na Copa América

Arquivo pessoal

Bruno Seixas se decepcionou com o futebol apresentado pelo Brasil na Copa América

Chi-chi-chi-le-le-le. Viva Chile. O grito tem embalado os quatro cantos de um país que está em euforia. Afinal, o Chile tem a chance de conquistar o primeiro título de sua história e o sentimento que toma conta de todos é que, desta vez, a oportunidade não vai escapar. “O Chile respira futebol como no Brasil e a confiança é grande”, conta Bruno Seixas, brasileiro de Campinas que vive no Chile há 20 anos. Bruno também tem sido contagiado pela festa, mas não esconde sua decepção com a Seleção Brasileira. “Aqui, o Brasil perdeu o respeito.”

A confiança de que o jejum da La Roja vai acabar, neste sábado (4), se deve à força do time. “É a melhor fase da Seleção Chilena na história”, atesta Bruno, que chegou a trabalhar com uma escolinha de futebol no país. “A equipe está em um nível alto e muitos jogadores atuam na Europa. Tem o ‘Rei Arturo’ (Arturo Vidal), ‘Niño Maravilla’ (Alexis Sánchez), ‘Príncipe Charles’ (Charles Aránguiz) e o ‘Turbo Man’ (Eduardo Vargas). São jogadores que decidem”, completa o torcedor, que mora em La Serena.

A Argentina de Messi não era o adversário que os chilenos esperavam na decisão. A preferência, lógico, era pelo Paraguai. No entanto, nos últimos dias, o comentário nas ruas é de que os hermanos darão um peso maior à decisão e isso vai valorizar a conquista chilena. “Se é para ser campeão, que seja em cima de uma grande seleção, dizem.”

Com relação à Seleção Brasileira, o sentimento é de surpresa entre os chilenos, que não perdem a oportunidade de fazer piada. “Perderam o respeito. Aqui comentam como uma seleção com tanta história pode depender de um único jogador”, conta Bruno. Nos jornais locais, a Seleção virou motivo de chacota. “Brasil dá pena”, citou, por exemplo, a capa de esportes do jornal La Tercera na ocasião da eliminação brasileira. “Dizem que o nosso futebol não é mais como antes”, lamenta Bruno.

Sua grande frustração nesta Copa América foi assistir ao fraco desempenho do Brasil na derrota por 1 a 0 para a Colômbia na 1ª fase. “Éramos uns 5 mil brasileiros contra 30 mil colombianos no estádio Monumental em Santiago. E vi um Brasil apático esperando alguma arrancada do Neymar para resolver o jogo. Deu no que deu. Fiquei triste e ainda tive que viajar 500 quilômetros na volta para casa”, conta Bruno, que também esteve presente na vitória brasileira por 2 a 1 contra a Venezuela.

Agora, na final da Copa América, enquanto os torcedores locais estarão sofrendo em cada disputa de lance, Bruno Seixas espera acompanhar o jogo tranquilo, de preferência acompanhado de um bom vinho chileno.

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Silvio Marcos Begatti