Publicado 15 de Julho de 2015 - 5h30

O recuo de 0,9% nas vendas do varejo restrito (que não inclui os setores de veículos e material de construção) em maio ante abril é o mais intenso para o mês desde 2001. O dado foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a queda de 4,5% nas vendas em relação a maio de 2014 foi a maior, considerando todos os meses, desde agosto de 2003. Levando em conta apenas os meses de maio, a retração foi a mais intensa desde 2003.No varejo ampliado, a queda de 1,8% em maio ante abril, além de ser a sexta consecutiva, é a mais intensa para o mês desde o início da série, em 2003. O recuo foi puxado por sete das dez atividades pesquisadas no setor. O segmento de veículos e motos, partes e peças, depois de subir 3,6% em abril, voltou a cair em maio, com perda de 4,6%.Outros destaques negativos em maio ante abril foram supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, móveis e eletrodomésticos e combustíveis e lubrificantes.As vendas de veículos recuaram 22,2% em maio ante maio de 2014. Foi a queda mais intensa entre os segmentos do varejo ampliado e a 12ª taxa negativa consecutiva para o setor. As vendas de móveis e eletrodomésticos, por sua vez, tiveram queda de 18,5% em maio ante maio de 2014, apontou o IBGE. Também tiveram recuo nesta comparação supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, livros, jornais, revistas e papelaria, combustíveis e lubrificantes e material de construção. Inadimplência

A quantidade de consumidores com contas em atraso em junho de 2015 aumentou 4,52%, na comparação com junho de 2014, segundo divulgou também ontem pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Segundo o SPC Brasil, em junho deste ano, 56,5 milhões de consumidores constavam de cadastros de devedores inadimplentes. O número representa 39,8% da população brasileira entre 18 e 95 anos.No período, o número de dívidas em atraso aumentou 5,75% na comparação com o mesmo mês de 2014. A variação em maio e junho de 2015 foi de queda de 0,86%. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, cresceu o volume de dívidas por devedor. “Hoje, um único brasileiro inadimplente tem, em média 2,12 dívidas em atraso”. De acordo com a CNDL, além da piora na confiança do consumidor, a aceleração da inflação e o aumento nas taxas de juros prejudicaram a capacidade de pagamento do brasileiro. (Das agências)