Publicado 11 de Julho de 2015 - 5h30

Os credores da Grécia (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário internacionalI) que examinaram ontem a nova proposta apresentada pelo governo de Alexis Tsipras, a julgaram “positiva”, vendo nela “uma base de negociação” em troca de um terceiro plano de ajuda de 74 bilhões de euros, informou à AFP uma fonte europeia. “As três instituições concordam em fazer uma avaliação positiva da proposta de reformas transmitida anteontem pelo governo grego”, afirmou a fonte.  A proposta grega, que gera expectativas de um acordo que evite a saída de Atenas da zona do euro, será examinada hoje pelos ministros da Economia da união monetária, reunidos em Bruxelas.Ministro

O ministro da Economia grego, Euclides Tsakalotos, disse ontem que acredita que “muitas demandas” feitas por Atenas sobre a dívida serão aceitas pelos países da Eurozona, que estão analisando as propostas para conceder um novo resgate.“Muitas das demandas gregas vão ser aceitas”, disse diante de uma comissão parlamentar que estuda no plano de resgate, em referência à proposta de que uma quantia de 27 bilhões de euros (30 bilhões de dólares) em títulos gregos  em posse do Banco Central Europeu possam ser recebidos pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MES).Esse intercâmbio de títulos é uma antiga reivindicação do governo grego, que foi impulsada pelo antecessor de Tsakalotos no ministério da Economia, Yanis Varoufakis. As propostas do governo grego, que estão sendo examinadas pelo parlamento em Atenas, serão analisadas no fim de semana pelos ministros da Economia da zona do euro, antes de uma cúpula em Bruxelas que contará com a presença de todos os países da União Europeia. Sem liquidez, Atenas tem pela frente mais dívidas, de aproximadamente 6 bilhões de euros, que devem ser pagas ao BCE em julho e agosto. Sem a ajuda pedida por seus credores do FMI e da UE, Grécia não poderá cumprir com o pagamento de sua dívida.Tsakalotos defendeu a proposta do governo grego e disse que ela inclui avanços importantes em relação à primeira proposta feita por Juncker. O ministro alertou, contudo, que é preciso ficar à margem de qualquer triunfalismo, já que em caso de acordo, ele será “difícil”. Erros

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, defendeu ontem os avanços da proposta de acordo feita pelos credores do país, admitindo que contém medidas “difíceis” e distantes do “pacto eleitoral” de seu partido de esquerda. O chefe do executivo também reconheceu ter cometido erros durante quase seis meses no poder, mas garantiu ter feito o “humanamente possível”. Em pronunciamento aos deputados gregos, o primeiro-ministro considerou que o país se encontra diante de “opção de alta responsabilidade”. Tsipras pediu aos deputados que aprovem o pacote de reformas e financiamentos submetidos aos credores do país. (Da France Press)