Publicado 10 de Julho de 2015 - 5h30

A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua ficou em 8,1% no trimestre até maio, o que representa aumento em relação a igual período de 2014, quando estava em 7,0%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de desocupados chegou a 8 milhões no Brasil.Com o resultado, a taxa de desocupação atingiu o maior patamar da série histórica da Pnad Contínua. A pesquisa começou a ser apurada em janeiro de 2012. O IBGE apresenta o cálculo em trimestre móvel, pois a metodologia de coleta e cálculo da pesquisa impede isolar os dados apenas de um mês. Para o trimestre encerrado em maio deste ano, a renda média real do trabalhador foi de R$ 1.863,00. O valor é 0,4% menor do que em igual período de 2014. Já a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 166,1 bilhões no período, estabilidade (0,00%) na mesma base de comparação.[TEXTO]A busca por trabalho aument[/TEXTO]ou em todo o País, mas as vagas geradas em um ano não deram conta da demanda. Com isso, o número de desocupados atingiu 8,157 milhões de pessoas no trimestre até maio de 2015, o maior valor já observado na série histórica da (Pnad) Contínua.Em relação ao trimestre até maio de 2014, esse contingente foi engrossado por 1,269 milhão de brasileiros, uma alta de 18,4%. O resultado foi o aumento da taxa de desemprego para 8,1% no trimestre até maio deste ano, o maior patamar da série, iniciada em janeiro de 2012.A população ocupada, por sua vez, também cresceu, mas num ritmo menor do que vinha sendo observado. A alta foi de 0,3% no trimestre até maio deste ano em relação a igual período de 2014, o que significou a criação de 297 mil vagas em todo o País.Ao todo, 1,566 milhão de pessoas passaram a procurar emprego no período de um ano, o que levou ao crescimento de 1,6% na população dentro da força de trabalho - que trabalha ou busca uma vaga - na comparação com o trimestre até maio de 2014.Por outro lado, o número de inativos também cresceu, embora o ritmo seja menos intenso do que em trimestres anteriores. A alta foi de 1,4%, o que representou aumento de 864 mil pessoas na população fora da força de trabalho.O IBGE apresenta o cálculo em trimestre móvel, pois a metodologia de coleta e cálculo da pesquisa impede isolar os dados apenas de um mês. Na comparação com três trimestres móveis anteriores (ou seja, com os três meses até fevereiro deste ano), a população inativa já apresenta retração. A queda foi de 0,5%, ou 307 mil pessoas a menos.A população ativa cresceu 0,6% neste confronto (+555 mil pessoas). Só que não houve geração de vagas, pelo contrário. O mercado de trabalho fechou 201 mil postos. A fila do desemprego aumentou em 756 mil pessoas no trimestre até maio em relação ao trimestre até fevereiro - uma alta de 10,2% no período.