Publicado 09 de Julho de 2015 - 5h30

“Apesar da desaceleração, o aumento nos preços de alimentos no mês de junho ainda é firme”, afirmou Eulina. “Uma alta de 0,63% em alimentos não é um resultado irrisório. Desacelerou, mas não significa que os preços se reduziram”, disse.

Em junho, itens como tomate, cenoura e hortaliças até ficaram mais baratos. Porém, alimentos importantes na mesa dos brasileiros ainda ficaram mais caros - além da cebola, batata-inglesa e leite longa vida também pressionaram.

Por outro lado, alguns alimentos já acusam nos preços a redução da demanda. É o caso das carnes, cujo aumento diminuiu de ritmo, de 2,32% em maio para 0,64% em junho. “Os frigoríficos têm assinalado acentuada queda da demanda, principalmente na carne de primeira. As carnes de segunda têm mostrado variações bem mais fortes”, disse a coordenadora. “Isso tem a ver com a questão de renda e desemprego. As pessoas deixam de ter renda e optam por produtos mais baratos”, acrescentou.

Apesar da pressão de custos, a alimentação fora de casa subiu menos no primeiro semestre deste ano do que os alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros em seus domicílios, que ficaram bem mais caros em 2015, segundo o IBGE.

No primeiro semestre, a alimentação fora do domicílio avançou 5,65%, um pouco acima do verificado em igual período do ano passado (5,31%). Por outro lado, a alimentação em casa subiu 7,13%, contra 4,94% no mesmo tipo de comparação. (Agência Estado)

Para Temer, situação é apenas ‘cíclica’

O presidente em exercício, Michel Temer, tentou minimizar os números da inflação de junho. “São coisas cíclicas. São variações. E não é sem razão que estão sendo feitos os ajustes econômicos e fiscais, precisamente para evitar fatos como este”, disse Temer.

Ele garantiu “não ter se assustado” com a nova alta do índice. Para ele, a subida da inflação foi “natural”. Temer lembrou que as medidas de ajuste fiscal “estão avançando” no Congresso e que, agora, “só falta votar o fim das desonerações” no Senado.

“Tenho a impressão que quando isso for aplicado, vai colaborar para estabilizar a inflação”, comentou. Mesmo reconhecendo que a situação econômica “está difícil”, o presidente Temer disse que o cenário irá melhorar. “Está difícil sim, mas vai ficar mais fácil”, afirmou. (Agência Estado)