Publicado 09 de Julho de 2015 - 5h30

A partir do primeiro trimestre do próximo ano, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras vai ampliar os voos internacionais no Aeroporto Internacional de Viracopos para os Estados Unidos.

O próximo destino atendido será Nova York, que já fazia parte do plano da empresa quando se lançou em operações para o Exterior. E a partir de 2017 a companhia terá fôlego para ir ainda mais longe.

Daqui a dois anos, a aérea começa a receber as aeronaves Airbus A350 XWB. Ontem, a Azul e a fabricante francesa apresentaram o avião (A350-900 MSN 2) em uma demonstração em Campinas. A turnê no Brasil da empresa francesa (Demo Tour) também incluiu uma passagem pelo Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na última segunda-feira, e hoje o avião segue para Bogotá (Colombia), antes de seguir para os Estados Unidos.

A Airbus já tem 781 pedidos firmes (confirmados) de 40 companhias no mundo para o A 350 XWB. O custo de lista da aeronave é de US$ 270 milhões, segundo o presidente da fabricante na América Latina e Caribe, Rafael Alonso.

Ele afirmou que o mercado regional é importante para a empresa, principalmente o Brasil. “Temos pedidos de 27 aeronaves para a Latam (formada por LAN e TAM), dez para a Synergy Aerospace (acionista majoritário da Avianca) e cinco da Azul. O avião tem autonomia para viagens de até 8 mil milhas”, comentou.

Alonso disse que já existem cinco aviões desse modelo em operação no mundo (quatro na Qatar Airways e uma na Vietnam Airlines). Ele observou que a configuração da cabine da aeronave é definida pelas companhias aéreas.

“Se a companhia decidir por uma única classe, por exemplo, a capacidade máxima pode ser de 350 passageiros. Se forem duas classes, pode ficar entre 310 e 330 passageiros”, afirmou. Ele disse que até o final deste ano 15 aeronaves do modelo A350 estarão voando no mundo.

A diretora de marketing da Airbus na América Latina, Marisa Lucas, afirmou que a tecnologia empregada no avião permite uma economia de 25% no gasto de combustível. “Os custos operacionais têm redução de 25%. Quatro aspectos permitiram essa economia: novas tecnologias, material diferenciado na estrutura, aerodinâmica e motores de nova geração”, comentou. Ela ressaltou que o potencial de mercado para o modelo da Airbus é grande.

“A projeção para os próximos 20 anos é de crescimento de 4,7% da aviação comercial no mercado mundial por ano. O potencial de vendas das aeronaves do modelo A350 (900 e 1000) é de pelo menos 7.200 unidades nas próximas duas décadas”, comentou. Ela lembrou que a fabricante francesa já tem 781 pedidos firmes do avião.

Vantagens

A Azul Linhas Aéreas deve receber as primeiras aeronaves A350 em 2017. O avião terá aproximadamente 300 assentos divididos em três classes.

“Além dos A350, a frota de Airbus da Azul terá A330, A320 e A321. Com os sete A330 e os cinco A350, teremos 12 aeronaves para as nossas rotas internacionais. Em março ou abril do próximo ano, começamos os voos para Nova York a partir de Campinas. Recentemente, lançamos os voos de Belo Horizonte e Cumbica para Orlando (Estados Unidos)”, afirmou o fundador da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, David Neeleman.

Ele disse que o A350 vai permitir que a companhia faça rotas mais longas para outros países. “O equipamnento permite voos para destinos na Europa ou novas rotas dentro dos Estados Unidos. Com esse avião, dá para chegar até a Nova Zelândia”, comentou.

TAP

Recentemente, o consórcio Gateway, liderado por Neeleman, comprou 61% da companhia portuguesa TAP, cujo controle era estatal. A aquisição passa agora pelo crivo da Comissão Europeia, mas a imprensa portuguesa informou que o grupo que perdeu a concorrência do empresário Germán Efromovich, dono da Avianca, poderia entrar com uma queixa para tentar anular a venda.

“Não acredito que ele (Efromovich) faça isso. Há muita fofoca no meio”, disse. Neeleman comentou que mais de 100 pessoas trabalham para o consórcio no processo que está em análise na Comissão.