Publicado 07 de Julho de 2015 - 5h30

As tarifas de energia elétrica e os alimentos trouxeram alívio ao bolso das famílias de baixa renda em junho e levaram a inflação percebida por este grupo a desacelerar em relação ao resultado de maio. Em contrapartida, o reajuste nos preços das apostas de jogos lotéricos impulsionou o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que avançou 0,85% no mês passado, ante 0,95% em maio, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Protagonista dos índices de inflação no primeiro trimestre, a tarifa de eletricidade residencial voltou a perder força após um novo salto em maio. A energia elétrica responde por uma fatia maior nas despesas da baixa renda do que na média dos brasileiros. Outro grupo que pesa mais no orçamento da baixa renda são os alimentos, que também deram alívio na passagem do mês. A taxa passou de 1,16% para 1,02% entre maio e junho, diante da alta de 1,18% nos preços de hortaliças e legumes, bem menos do que o avanço de 11,28% no mês anterior. A cebola ainda ficou 23,53% mais cara, mas o tomate caiu 17,35%. As demais baixas vieram de Saúde e Cuidados Pessoais (1,54% para 0,64%) e Vestuário (0,81% para 0,32%). Nestes grupos, os destaques vieram de medicamentos em geral (2,03% para 0,41%) e calçados (1,39% para 0,13%). Por outro lado, o reajuste nos preços de apostas de jogos lotéricos continuou pressionando e resultou em alta média de 29,26% no item. Isso levou o grupo Despesas Diversas a acelerar de 1,53% para 2,36% na passagem do mês, segundo a FGV. Essas classes de despesas contribuíram para que o IPC-C1 de junho ficasse novamente acima da inflação oficial do IPCA. O IPC-C1 capta a inflação percebida por famílias com ganhos mensais entre 1 e 2,5 salários mínimos. (Agência Estado)