Publicado 06 de Julho de 2015 - 5h30

Enquanto o governo paulista aposta em obras de transposição entre rios e represas para evitar o colapso no abastecimento de água da Grande São Paulo, professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) afirmam que as soluções para a escassez hídrica na região são mais simples e estão mais próximas do que os novos mananciais explorados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). As propostas vão da ampliação ou implementação de soluções já conhecidas, como água de reuso para consumo humano, poços artesianos pelo setor privado e estímulo ao uso racional da água, até a criação de um engenhoso sistema reversível de água na Usina Henry Borden, em Cubatão, para equacionar um antigo impasse em torno do uso da Represa Billings para abastecimento e geração de energia. Das quatro ideias, apenas a que envolve a Henry Borden nunca foi considerada publicamente pelo governo. Um programa para incentivar a redução do consumo e a migração de consumidores para água subterrânea já foram adotados após o início da crise, mas ainda de forma limitada e provisória em relação ao que propõem os engenheiros. Já a construção de estações de água de reúso chegou a ser anunciada para este ano pela Sabesp, mas foi adiada. (AE)