Publicado 06 de Julho de 2015 - 5h30

Petroleiros reunidos em plenária aprovaram na tarde de ontem, indicativo de greve nacional contra a venda de ativos da Petrobras e em defesa do pré-sal, em meio ao que chamaram de um calendário de lutas a favor da companhia. A estatal informou na última semana que o seu plano de desinvestimentos para 2015 e 2016 foi revisado de US$ 13,7 bilhões para US$ 15,1 bilhões. Para os anos 2017 e 2018, a meta é de chegar a US$ 42,6 bilhões. A categoria participou da 5 Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), em Guararema (SP). Amanhã, a diretoria da federação se reúne em São Paulo para discutir o que foi definido no encontro e quais serão as ações a serem tomadas. “A prioridade da categoria petroleira agora é lutar contra o PLS 131 do Serra, que quer entregar o pré-sal às multinacionais, e barrar o plano de desinvestimentos anunciado pela empresa”, afirmou em nota o coordenador da FUP, José Maria Rangel. O projeto do senador tucano José Serra (SP) revoga a obrigação de a estatal ser a operadora única e ter participação mínima de 30% na exploração do pré-sal. Na visão de Rangel, o projeto abandona a política de conteúdo nacional, além de ser entreguista. “É um projeto de quem quer transferir para o capital internacional a exploração do pré-sal. A empresa passa por um momento difícil, mas a situação será resolvida em breve pelo potencial da própria empresa”, disse na última sexta-feira. Também na sexta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu durante a plenária da FUP a punição dos responsáveis por irregularidades na petroleira, mas disse que os trabalhadores devem ser preservados. A discussão ocorre num momento de grande exposição negativa da empresa, alvo da operação Lava Jato, a mais rumorosa do País. (Da Agência Estado)