Publicado 05 de Julho de 2015 - 5h30

O serviço pago de música online da Apple, Apple Music, está no ar com a Beats 1, uma rádio internacional acessível em mais de cem países e serviço de música online que, pela primeira vez, oferecerá de forma exclusiva o novo álbum “1989” da cantora americana Taylor Swift.

Após revolucionar a indústria da música com a criação do iPod e o site de compra de músicas iTunes, agora a Apple espera rivalizar com os já consolidados Spotify, Pandora ou Deezer.

Os consumidores optam cada vez mais pelo streaming - onde o peso pesado é o sueco Spotify, com 60 milhões de usuários, incluídos 15 milhões que usam a versão paga.

Após um período de teste gratuito de três meses, o Apple Music estará acessível por entre US$ 4,66 e US$ 9,99 mensais, valor comparável ao cobrado pelo Spotify. A empresa da Califórnia espera que o Apple Music seja uma “escolha natural” para a enorme quantidade de pessoas que usam iPhones ou iPads - mas mesmo assim, a companhia lançará uma versão compatível com Android, sistema operacional do Google.

O Apple Music começou com a nova rádio Beats 1 transmitindo a música ambiente de Brian Eno e os usuários começaram a descarregar o novo sistema. Mas o serviço “oficial” entrou no ar uma hora depois com o anfitrião Zane Lowe - um conhecido DJ neozelandês que trabalhava até agora na BBC Radio 1. 

Em um esforço para enfatizar o lado “cool” da Apple Music, a primeira música que Lowe tocou não foi um hit, mas a faixa “City”, do grupo independente inglês Spring King.

Lowe ganhou na Grã-Bretanhaa reputação de lançador de tendências em tudo que se refere ao rock indie. Spring King foi a escolha certa, segundo Lowe, porque lançou um álbum “com pouco ou nenhum alarde” e que seu eventual sucesso é “exatamente o tipo de história de que precisamos”. Lowe continuou com “Dreams” a nova faixa do cantor Beck, aclamado artista alternativo de Los Angeles que ganhou em fevereiro o Grammy de Álbum do ano. Mas a Apple também conseguiu seduzir alguns dos artistas mais populares do momento, como Taylor Swift, em uma reviravolta dramática que ocorreu em junho.

Inicialmente, Swift tinha ameaçado boicotar o Apple Music, falando em nome dos artistas que se queixaram porque a empresa não lhes pagaria por suas músicas durante o período inicial de três meses gratuitos.

A Apple rapidamente mudou de posição e garantiu o pagamento aos artistas - decisão que encorajou Swift a oferecer seu álbum “1989”, um dos maiores sucessos dos últimos anos, exclusivamente para a Apple Music. (France Press)