Publicado 10 de Julho de 2015 - 19h05

Para marcar seus dez anos de carreira solo, o violeiro, cantor, pesquisador e “sonhador” João Arruda inicia hoje a gravação ao vivo de um novo álbum, Entre Violas e Couros, com composições inéditas, novas parcerias, cantigas e brincadeiras da cultura popular.

“Há algum tempo venho fazendo esse show. Me deu vontade de gravar um novo disco e resolvi arriscar de fazer ao vivo. Várias músicas precisam de coro e vou convidar o público a me acompanhar na gravação, a criarmos juntos, na hora. Vamos ver o que sai”, adianta Arruda. “Espero que seja uma noite especial e inesquecível”, coloca. O show será no Centro Cultural Casarão, um local em que o músico afirma se sentir “em casa”.

Entre os parceiros das composições estão o violeiro e cantador João Bá, as cantoras e compositoras Consuelo de Paula e Sonya Prazeres, o ator e poeta Guga Cacilhas e o violeiro Levi Ramiro, que fará uma participação especial no show. “Vou gravar uma música do meu compadre Levi, em parceria com o Fernando Guimarães, e como ele está em Campinas participa do espetáculo-gravação”, conta Arruda.

“Também são convidados especiais a flautista Esther Alves, a cantora campineira Nina Neder e o boliviano Pacian Montaña, do grupo Chasky. Vou gravar uma canção dele também e ele entra tocando charango”, diz o violeiro. Pesquisador e multi-instrumentista, João Arruda promete que a poeira do teatro subirá e a plateia cantará ao som de batuques de Minas Gerais, sambas de roda do Recôncavo Baiano, emboladas, repentes, sambas-lenço rurais paulistas, congadas, moçambiques, puxadas de rede e bumba-meu-boi do Maranhão.

Tradições

“A ideia é levar os ouvintes a percorrerem trilhas nas quais conhecerão tradições diversas da América Latina, entre histórias de vaqueiros e aboiadores, cantadores e cantadeiras que me inspiram e estimulam meu lado criativo”, afirma Arruda. “Vou apresentar sonoridades, cantos e cantigas que fui juntando no caminho por esse mundão junto aos mestres que conheci. Para transmitir as influências nestes dez anos convidei o ator e diretor Esio Magalhães, do Barracão Teatro, para me ajudar na costura do espetáculo no qual usarei vários instrumentos”, conta. “O espetáculo será todo gravado, pois planejo aproveitá-lo para produzir novo disco solo, comemorativo à década de andanças, shows e pesquisas que promovi e nos quais atuei sempre de maneira independente e alegre”, completa. A captação do som estará a cargo de Ronaldo Pizzi.