Publicado 04 de Julho de 2015 - 19h05

Embarque na aventura de Minha Doce Terra Amarga (Max, 21h, 14 anos), do cineasta curdo-iraquiano Hiner Saleem (2013), coprodução entre Alemanha, França e Irã, que esteve na competição oficial da mostra paralela Um Certo Olhar, do Festival de Cannes. E o diretor filma sobre algo que ele conhece muito bem. Estamos na era pós-ditadura de Saddam Hussein no Iraque, e os curdos (perseguidos sistematicamente pelo ditador) se sentem livres. “Mas ele deixou o país em ruínas, teremos de reconstruí-lo”, diz um dos personagens. Nesse contexto, Baran (Korkmaz Arslan) tenta ser um policial justo em um território sem lei que faz fronteira com o Irã, o Iraque e a Turquia. Govend (Golshifteh Farahani) é uma nova professora que desafia os costumes do lugar. Ambos terão que enfrentar um líder corrupto, autoritário e implacável. Citei o site Rotten Tomatoes na coluna de ontem. Pois os críticos lhe atribuíram a nota máxima, 100, o que um tanto da dimensão deste drama que mistura questões raciais, religiosas e convicções políticas. Não deixe de ver.