Publicado 01 de Julho de 2015 - 19h05

Quinze das 220 gravuras do artista plástico Marcelo Grassmann (1925-2013) que foram doadas à Biblioteca Central Cesar Lattes (BCCL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estarão em exposição a partir de hoje no térreo da biblioteca. As obras, todas gravuras em metal, especialidade de Grassmann, e relacionadas a mais de meio século de produção artística, estão em processo de incorporação à seção de Coleções Especiais e Obras Raras. O acervo em questão foi adquirido com financiamento da Fapesp, para fundamentar a pesquisa da professora Lygia Arcuri Eluf, também artista gráfica, criadora do Centro de Pesquisa em Gravura do Instituto de Artes da Unicamp, e amiga de Grassmann. Durante a abertura da mostra, às 15h, Lygia coordena bate-papo com o público para discutir a obra do artista, considerado pela crítica um dos mais importantes na arte gráfica brasileira. Ao lado da pesquisadora estarão o impressor Roberto Grassmann, irmão do gravador, a gravadora e ex-mulher do artista, Zizi Batista, o crítico e professor Leon Kossovitch, o artista plástico Nori Figueiredo e o historiador da arte Denis Molino. Não há ainda definição sobre o período no qual as 15 gravuras ficarão expostas na biblioteca.O artista

Nascido em São Simão (SP) em 1925, Marcelo Grassmann se mudou para São Paulo ainda na infância e foi em São Paulo que desenvolveu sua arte. Gravador, desenhista, ilustrador e professor, o artista começou a fazer xilogravuras em 1943 e atuou como ilustrador do suplemento literário do Diário de São Paulo, entre 1947 e 1948, e do jornal O Estado de S. Paulo, em 1948. No Rio de Janeiro, onde morou a partir de 1949, trabalhou no Jornal do Estado da Guanabara. Em 1953, recebeu o prêmio do Salão Nacional de Arte Moderna, e logo passou a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa foi adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp. Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, foi transformada em museu, por iniciativa da Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia de São Paulo, e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) no mesmo ano. Marcelo Grassmann morreu em São Paulo, em 2013, aos 88 anos.