Publicado 01 de Julho de 2015 - 19h05

O filme Meu Passado Me Condena 2, da diretora Julia Rezende com Miá Mello e Fábio Porchat, estreia hoje em 600 salas. O 1 estreou em 400 e estourou, fazendo 3,5 milhões de espectadores. Com o aumento de salas vem também a expectativa de mais público, mas a produtora Marisa Leão mantém os pés no chão. “O ano está bom para Hollywood, difícil para o cinema brasileiro, mas o filme e seus personagens já existem no imaginário do público e isso deve ajudar bastante.”Antes de falar do 2, é bom falar da franquia. “Começamos como série na TV, houve o filme, a peça que está há muito tempo em cartaz, um livro que acaba de sair, mais TV e o 2. No 1, a aposta era se ia dar certo, a passagem da televisão para o cinema. A franquia está consolidada. Só não podemos errar. Fiz a minha parte da melhor maneira que pude”, avalia a diretora. “Agora, é com eles.” Eles, no caso, a produtora, sua mãe, os distribuidores e exibidores, todos com prática nessas comédias blockbusters que estouram na bilheteria (nem todas...) e deixam os críticos à beira de um ataque de nervos.“O primeiro filme tinha um elemento novo. Era o casal em lua de mel, em fase de se conhecer e tendo as primeiras brigas no transatlântico. Passaram-se três anos de convivência, é a primeira grande crise. Os dois já tiveram tempo de se conhecer, de se decepcionar. A separação vira um fantasma presente. Pelo que pude constatar nas pré-estreias, o público tem embarcado na história do casal. Teve até gente que chora, no fim”, diz Júlia.Meu Passado Me Condena 2 estreia com o novo Exterminador (O Exterminador do Futuro: Gênesis). A distribuidora não pensou em mudar a data, para não trombar com Arnold Schwarzenegger? “Eles é que tinham de mudar”, brada o confiante Fábio. “Vamos... o Schwarzenegger.” Os três pontinhos ficam para você preencher — o verbo em questão é bem forte (impróprio para menores de 18 anos; Meu Passado 2 tem censura até 12 anos, é bom ressaltar). Com ou sem dor, a produtora Marisa Leão espera que o filme seja um estouro. (Da Agência Estado)