Publicado 11 de Julho de 2015 - 5h30

Um agente penitenciário de 48 anos foi alvo de um atentado anteontem à noite no bairro Jardim Adelaide, em Hortolândia. O homem foi atingido na perna e de raspão na altura da cintura, segundo testemunhas, quando chegava em sua casa. A vítima foi socorrida e levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Estadual de Sumaré (HES), onde passou por cirurgia na tarde de onde e seguia internado com quadro clínico estável.

O agente trabalha na escolta e vigilância no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia. Ele tinha saído do trabalho.

Ainda segundo testemunhas, a vítima foi abordada por volta das 19h, quando parou o carro para entrar na garagem de sua casa. Os autores dos disparos estavam em uma motocicleta Titan e em um veículo Focus prata quando abriram fogo contra a vítima. Foram ao menos 15 tiros.

Os disparos atingiram o veículo da vítima, um Nissan Frontier, o portão de aço e o muro da casa. Para se proteger, o agente se abaixou no banco do passageiro do veículo.

Na hora do crime, a filha do agente estava no quintal da casa, abrindo o portão para o pai poder entrar com o veículo. Ao ouvir os disparos, a garota fechou o portão e se escondeu dentro de casa.

Policiais em uma viatura da Polícia Militar que patrulhava nas proximidades ouviram os disparos e seguiram até ao local. Os PMs ainda conseguiram ver os veículos dos atiradores, que fugiram.

De acordo com a Polícia Militar, ao menos nove cápsulas deflagradas foram encontradas no local do crime. A Polícia Civil dará início à investigação do caso. Até o momento, ninguém foi identificado ou preso.

“Quando saiu do trabalho, o agente percebeu que era seguido. Ele não tem contato com preso, pois trabalha na vigilância da muralha e, até onde temos conhecimento, ele não tem rixa com ninguém. Acredito que foi alvo errado”, disse o diretor regional do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), Carlos Rufino. “Lamentamos o que ocorreu e vamos cobrar das autoridades mais empenho para investigar as motivações do crime”, afirmou.

No ano passado, dois agentes foram executados em Campinas. Cleoni Geraldo Lima, de 50 anos, foi morto a tiros na porta da casa onde morava, no bairro Parque União da Vitória. Dois homens armados desceram de um carro e começaram a atirar. Dois dos disparos atingiram a cabeça da vítima. Ao todo, segundo os policiais militares, foram sete tiros de arma de calibre 9 milímetros. O crime ocorreu em outubro. Em dezembro, um agente penitenciário de 56 anos foi baleado e morto em um depósito de bebidas na região do bairro dos Amarais.(Alenita Ramirez/Da Agência Anhanguera)