Publicado 11 de Julho de 2015 - 5h30

A terceira edição do projeto Chefs na Praça levará 35 restaurantes, bufês e docerias para a Praça Carlos Gomes, no Centro de Campinas, com pratos da alta gastronomia comercializados por preços que variam de R$ 5,00 a R$ 20,00. O evento é parte das comemorações dos 241 aniversário da cidade e ocorre amanhã das 10h às 16h.

O Chefs na Praça abre o Festival Gastronômico Internacional de Campinas e Região, que irá até 16 de agosto e este ano terá como temática a gastronomia da América Latina.

A diretora de Turismo do município, Alexandra Caprioli, disse que o Chefs na Praça já caiu no gosto dos campineiros e visitantes e vem se consolidando como um dos mais importantes eventos gastronômicos, além de ocupar um espaço histórico e turístico da cidade, que é a Praça Carlos Gomes, com o que há de melhor na gastronomia de Campinas. “Para nós da Diretoria de Turismo é um momento muito especial realizar o Chefs na Praça. É lindo ver a cidade ocupada com um evento tão especial. Contamos com o prestígio de todos para mais esta edição”, afirmou.

O evento, criado em 2013 pelos jornalistas Manuel Alves Filho e Ronei Thesolin e a publicitária Silvana Pocay, é organizado pelo Campinas e Região Convention & Visitors Bureau (CRCVB) e financiado pela Prefeitura.

Uma novidade nesta edição será o Turisapé — caminhada que percorrerá pontos históricos da região central. A saída, da Praça Carlos Gomes, tem dois horários, às 10h e às 14h, e o percurso será pelo Largo das Andorinhas, Beco do Inferno, Marco Zero, Praça Visconde de Indaiatuba, Catedral Metropolitana de Campinas e Palácio dos Azulejos, retornando novamente à Praça Carlos Gomes.

Shows também ocorrerão a partir das 11h no coreto da praça, com a presença de DJ Digão (11h, 13h e 15h30), Banda Anelo (12h) e a dupla Ildo Luiz e Valeria Santos (14h).

“O Chefs na Praça é um projeto consagrado que foi abraçado desde o início pela população e atingiu uma repercussão acima de todas as expectativas. Por isso, a cada ano temos procurado aprimorá-lo e transformá-lo em um dia agradável, com excelente gastronomia e cultura, tendo como cenário um dos cartões-postais da cidade”, disse o presidente do Convention & Visitors Bureau, Gilson Gomes de Oliveira.

O número de restaurantes participantes este ano cresceu — de 26 no ano passado, agora serão 35 e os organizadores prometem que as mudanças operacionais irão reduzir as filas para a compra dos tíquetes e nas barracas. Este ano, cada tenda administrará a venda de seus pratos e haverá quatro pontos para a comercialização das bebidas.

Estarão presentes nesta edição o Bar Dona Flor, Bar do Marcelino, Bar do Nicola, Bar Pessoa, Bellini Ristorante, Big Jack, Black Sheep Gastronomia, Bonelli Restaurante, Buffet Antonello, Campinas Café Festival, Cayena Bistrô, Don Manoel, El Tambo, Encontro de Vinhos, Esquinica Tapas, Fogão Mineiro, Green House Gourmet Restaurante, IFBG, Joe Leo’s, Kaizen Japanese Food, La Salamandra, Madame Formiga, Matisse, Makis Place, Munay Cevicheria e Tartar, Nosotros, Original Cheesecake, Outback Steakhouse, Prime Italian, Quiota, Tenda do Padre, Tradicional Bolos, Tonico’s, Vila Paraíso e Velho Valentim.

O diretor de gastronomia da entidade, Carlos Américo Louredo, disse que a intenção é que as famílias desfrutem do espaço da melhor forma possível. “Vale levar uma toalha ou lençol para fazer um agradável piquenique”, sugeriu.

Food Truck nas Estrelas leva multidão ao observatório

Cerca de 1,5 mil campineiros desafiaram a fria noite da última quinta-feira e subiram até a sede do Observatório Municipal Jean Nicolini, no Pico das Cabras, em Joaquim Egídio, para participar do 1 Food Truck nas Estrelas. O evento, que terá uma segunda edição amanhã, a partir das 17h, contou com observações e alimentos típicos do Inverno.

A maciça presença de público surpreendeu os organizadores e foram registrados congestionamentos na estrada vicinal conhecida como Capricórnio, desde o distrito, e problemas no estacionamento. Muitos reclamaram da demora em poder visualizar o espaço nos telescópios. Para ir embora,os motoristas tiveram que usar uma rota alternativa porque os dois lados da estrada foram usados como estacionamento, dificultando o acesso e a saída dos veículos (leia texto nesta página).

O astrônomo Júlio Lobo, que há 38 anos trabalha no observatório, disse que o público que compareceu ao evento foi o maior desde a aparição do cometa Halley, em 1986, que chegou a reunir 10 mil campineiros no Pico das Cabras e contou até com a intervenção de cinco viaturas da Tropa de Choque de Campinas.

A maior parte do público que compareceu, acredita Lobo, era principiante e, segundo o astrônomo, ficou encantado ao poder observar os planetas e as estrelas.

Como o tempo na primeira noite do 1 Food Truck nas Estrelas só limpou por volta das 21h, o maior dos telescópios colocados à disposição do público, com espelho de 60 centímetros e que permite uma visualização de 4 bilhões de anos-luz, só foi aberto nesse horário. Filas de até cem pessoas foram registradas. O público do 1 Food Truck nas Estrelas permaneceu até 1h no local.

Os aparelhos permitiram boas visualizações de Alfa Crucis, Ruby Crcuis, Saturno, Júpiter e o aglomerado Caixinha de Joias.

As estudantes Denise Marques Calsavani, de 21 anos, estava encantada em poder ver o espaço no equipamento e disse que pretende voltar outras vezes. “Nunca vim aqui e estou emocionada. É muito bonito.”

Sua colega Amanda Fontanetti, de 22 anos, aproveitou para elogiar a iniciativa do observatório municipal. “Faltam espaços em Campinas para esses tipos de eventos. O pessoal aqui está de parabéns. (Lauro Sampaio/AAN)

Movimento congestiona o trânsito

O maior público do observatório nos últimos 29 anos provocou congestionamentos e transtornos no entorno. O astrônomo Júlio Lobo afirma que foi surpreendido pelo número de visitantes e que solicitou o apoio de agentes da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) para organizar o trânsito, porém, ninguém compareceu. “Realmente, foi uma grande surpresa, que houve problemas, houve. Aqui não é um recinto de festa de peão que comporta milhares de carros e pessoas, é uma área de preservação que abriga um observatório e os agentes da Emdec deveriam ter vindo para auxiliar os motoristas”, queixou-se. Para solucionar o problema no trânsito (acesso, estacionamento e saída dos motoristas), Lobo está estudando medidas alternativas, como a limitação de acesso de veículos a partir de um determinado horário. A reportagem procurou a Emdec para responder às queixas do astrônomo, mas a assessoria de imprensa do órgão informou que só poderia se posicionar na segunda-feira. (LS/AAN)