Publicado 11 de Julho de 2015 - 5h30

A partir do próximo ano, o terminal onde hoje operam os voos nacionais no Aeroporto Internacional de Viracopos terá uma outra finalidade: terminal de cargas nacionais e centro de distribuição de mercadorias. O projeto vem sendo desenhado pela Aeroportos Brasil Viracopos, administradora do sítio aeroportuário, que decidiu que o melhor destino para a área é o de negócios com carga aérea. O espaço também terá salas comerciais. O terminal tem 28 mil metros quadrados.

O plano será colocado em curso depois que acontecer a transferência dos voos domésticos para o novo terminal. A previsão da concessionária é que as obras no local, que foram paralisadas e retomadas recentemente depois de um empréstimo de R$ 630 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sejam finalizadas antes do final deste ano e o cronograma prevê a transferência operacional dos voos até novembro.

“A área será utilizada para cargas. O projeto já foi definido e agora estamos finalizando os detalhes”, disse o assessor da área de Negócios de Cargas da Aeroportos Brasil Viracopos, Adam Cunha. Ele afirmou que existe um grande potencial para as cargas domésticas e que serão reservados espaços para as companhias aéreas que operam no terminal, como Azul Linhas Aéreas Brasileiras, TAM e Gol. “O plano deve começar a ser executado no próximo ano. Vamos investir para mudar o layout da área. O valor ainda não foi definido”, disse o assessor.

Cunha afirmou que, hoje, as cargas domésticas são operadas pelas companhias em áreas dentro do sítio aeroportuário e não em um terminal específico. “Ao criar um centro de distribuição na área também vamos oferecer mais uma opção para as empresas que operam cargas internacionais. Por exemplo, os importadores não precisarão mais buscar locais de armazenamento fora do aeroporto para guardar as cargas e depois despachá-las para os clientes. Vamos oferecer esse serviço com um centro de distribuição”, explicou. Ele afirmou que hoje não existe nenhuma informação sobre o volume de movimentação de carga doméstica no aeroporto. “Mas sabemos que é um volume grande”, disse.

Dados de movimentação de cargas no terminal de cargas internacionais até maio deste ano mostram que o total de produtos que foram enviados para outros países atingiu 52.951 toneladas. A quantidade é 16,23% inferior ao mesmo período de 2014, quando o volume foi de 63.212 toneladas. Na exportação, o total no acumulado de janeiro a maio foi de 21.882 toneladas. O recuo foi de 15,64% em relação às 25.940 toneladas do ano passado.

Obras

Na última quarta-feira, o fundador da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, David Neeleman, afirmou que a expectativa da empresa é que até o final deste ano as operações de voos domésticos sejam transferidas para o novo terminal. “A transferência será importante para a operação das companhias”, disse.

Em nota, a concessionária informou que “o cronograma demonstra capacidade para a transferência operacional dos voos ocorrer até novembro deste ano”. “No entanto”, prosseguiu, “a intensidade das obras depende de algumas liberações financeiras”.

De acordo com a Aeroportos Brasil, hoje são cerca de 300 funcionários na obra. “O ritmo da obra voltou a se intensificar no mês de junho após a liberação gradual de recursos do BNDES e de acionistas. Estão sendo realizadas obras de acabamentos internos, instalação de rede elétrica, ar condicionado e sistemas”, informou.

Tarifas aeroportuárias vão subir 7,5% em 10 de agosto

As tarifas aeroportuárias do Aeroporto Internacional de Viracopos serão reajustadas a partir do dia 10 de agosto em 7,5%. O reajuste foi publicado ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no Diário Oficial da União. Além do aeródromo de Campinas, o aeroporto de Guarulhos também sofrerá a alteração — nesse terminal, o reajuste será de 8,6%

Com a mudança nos valores, a tarifa de embarque doméstico cobrada dos passageiros em Campinas passará para R$ 25,85. A taxa de embarque internacional vai custar

R$ 88,12. Os valores incluem o Adicional de Tarifas Aeroportuárias (Ataero), uma taxa que vai para o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) e não fica com o aeroporto. O reajuste, segundo a Anac, considera a inflação acumulada entre junho de 2014 e junho de 2015, medida pela variação de 8,89% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) observada no período. (Maria Teresa Costa/AAN)