Publicado 09 de Julho de 2015 - 5h30

As chuvas que estão caindo desde o início do ano na calha principal do Rio Atibaia e nos afluentes do rio e as preciptações nos primeiros dias de julho, mês tradicional de agravamento da seca, farão com que Campinas consiga passar pelo período tradicional de estiagem sem necessidade de rodízio no abastecimento, segundo a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa). Na avaliação da empresa, tudo indica que a cidade irá passar com tranquilidade pelo período mais crítico do ano. Ontem, a vazão do Atibaia ficou em 7,4 metros cúbicos por segundo (m3/s) mais que o triplo do que a empresa captou (2m3/s) para abastecer 95% de Campinas.

A empresa capta o que a cidade consome e o volume atual retirado do rio, segundo a empresa, é normal para essa época do ano, quando o consumo cai por causa do frio. A elevação na vazão do rio ajuda a melhorar a qualidade da água. O Sistema Cantareira operou ontem, pelo sexto dia consecutivo, com 19,7% da capacidade total, e descarregou 1,33m3/s nas Bacias PCJ distribuídos nos rios Jaguari e Atibaia, e 9,15m3/s para a Grande São Paulo. A água está sendo captada do volume morto, porção que fica abaixo das comportas das represas e que precisa de bombas para ser utilizada no abastecimento.

O coordenador de comunicação da Sanasa, Marco Lodi, disse que o rodízio no fornecimento está descartado. “O volume de chuvas deste ano superou as precipitações do ano passado”, afirmou.

Alckmin prevê um período de seca menos rigoroso

“Ninguém ficou sem água (no ano passado). Não tem mais nenhum

risco em termos de rodízio.”