Publicado 08 de Julho de 2015 - 5h30

“Não existe sinalização, os refletores são pequenos. Isso sem falar no mau cheiro. Queremos um sistema decente.”

Método não separa resíduos orgânicos dos recicláveis

Um dos argumentos mais fortes da ação seria de que a coleta mecanizada prejudica a seletiva, pois compactaria indiscriminadamente todos os resíduos. No último dia 30, o Correio percorreu ruas do Centro, Cambuí e Barão Geraldo e viu diversos contêineres com material reciclável. Além disso, há caçambas nas calçadas de pelo menos cinco vias: Moraes Salles, Conceição, Coronel Quirino, Albino J. B. Oliveira e Dr. Romeu Tórtima. Na Rua Maria Monteiro, no Cambuí, uma das caçambas estava no meio da rua, e não próxima do meio fio. A maioria das caçambas está deteriorada nas três regiões, com pichações, rodas quebradas e sem os refletores para serem vistas por motoristas à noite. No início de junho, levantamento feito pelo Departamento de Limpeza Urbana (DLU) estima que, das 3,7 mil lixeiras instaladas, cerca de 80% foram alvo de pichação, e de 2% a 5% (de 74 a 185) dos equipamentos já foram substituídos por vandalismo.

Há ainda casos de moradores que ignoram a coleta mecanizada. Em Barão Geraldo, algumas pessoas continuam colocando os sacos nas lixeiras de metal em frente às casas. “Eles têm preguiça de andar dez ou 15 metros e deixam o lixo orgânico no local onde deveria estar o reciclável”, disse a estudante de engenharia de alimentos Maria Eugênia Camargo, de 20 anos. (CP/AAN)