Publicado 07 de Julho de 2015 - 5h30

Um autônomo de 32 anos morreu ao ser baleado durante um pancadão no bairro Bom Retiro, em Paulínia, no fim da noite de anteontem. O crime ocorreu no momento em que a Secretaria Municipal de Segurança Pública começa a implantar na cidade a Lei do Sossego, mais conhecida como Lei do Pancadão, que visa coibir barulhos de alta intensidade promovidos por carros e estabelecimentos comercias. Em Campinas, a Lei do Pancadão está em vigor desde fevereiro. Robelio Lacerda Rocha foi atingido por ao menos quatro tiros e chegou a ser levado ao Hospital Municipal de Paulínia, mas não resistiu aos ferimentos. Os autores do crime não foram identificados. Segundo a polícia, o baile ocorria em frente a um bar na Rua Benedito Jorge Leoni. O autônomo estava perto do seu carro, um Hyundai Veloster, com o som ligado.

Rocha estava com dois parentes no evento. No local havia dezenas de pessoas e vários carros com o som ligado em alto volume. Eles disseram que não ouviram tiros porque o som estava muito alto e que na hora houve correria. Rocha era casado, morava no bairro Betel, em Paulínia, e sua mulher alegou que ele não tinha inimizades e nem sofria ameaças. O crime será investigado pelo Setor de Investigação da cidade.

A Lei do Sossego em Paulínia foi aprovada no dia 24 de junho e publicada no Diário Oficial da cidade no dia 26. Pelas regras, o motorista que for pego com volume acima do permitido é multado em 500 UFPs (Unidade Fiscal de Paulínia), cerca de R$ 1,3 mil. Esta multa será dobrada na primeira reincidência e quadruplicada a partir da segunda reincidência.

Ontem, 30 guardas municipais passaram por treinamento para usar o aparelho, o dosímetro, que mede os decibéis para flagrar irregularidades. A Secretaria de Segurança Pública da cidade comprou seis aparelhos. Segundo o diretor da Guarda Municipal (GM), Jocerlandio de Sá Pedrosa, a lei começa a valer a partir do mês que vem, quando os talões para fazer as infrações estarão prontos. Em áreas mistas, residencial e de hotéis o limite varia de 50 a 55 dB, enquanto em área mista, com vocação comercial administrativa ou institucional, será entre 55dB a 60dB. Segundo Pedrosa, por noite, a GM recebe de dez a 15 ligações de reclamação de som alto. Esse número chega a dobrar nos fins de semana. As denúncias podem ser feitas pelos telefones 153 ou 3874-3646. (Alenita Ramirez/Da Agência Anhanguera)