Publicado 06 de Julho de 2015 - 5h30

Ao menos 50 pessoas, entre aeromodelistas brasileiros e entusiastas, estiveram reunidos na Associação Sumareense de Aeromodelismo, no último sábado, para acompanhar as manobras precisas executadas pelos competidores da modalidade F3A, espécie de Fórmula 1 desse esporte. Ao longo de todo o dia, dez pilotos se revezaram na pista e disputaram o melhor lugar no pódio da primeira etapa do Campeonato Paulista de F3A. “Essa é uma prova disputada no mundo todo, desde a América Sul até a Europa, e que sediamos pela primeira vez em Sumaré. Os participantes precisam ser muito precisos em cada uma das quatro baterias”, explicou o diretor do clube, Reginaldo Leite. As regras da competição são regidas pela FAI (Federation Aeronautique Internationale), daí a prova em Sumaré haver atraído alguns pilotos convidados, caso dos mineiros Marcos Malloy, primeiro colocado no ranking brasileiro, e Rodolfo Drumond. Ambos poderiam competir no mundial na Suíça, em agosto, mas só Malloy representará o Brasil. Motivo? “Os modelos que usamos nessas provas são bastante sofisticados, então é uma paixão que envolve custos e a gente praticamente banca tudo do bolso. Viajei 700 km para estar aqui, por gostar”, diz Drumond. “Enquanto aqui a gente luta aos finais de semana e sem patrocínio, em outros países os competidores treinam de segunda a sexta-feira e são patrocinados”, diz Malloy.

O presidente da Confederação Brasileira de Aeromodelismo (Cobra), Rogério Lorizola, explica que esta é apenas uma das categorias do esporte, que tem se tornado mais acessível graças à redução dos custos das peças, motores e controles — quase tudo pode ser comprado via internet. “Um simples F3A custa cerca de R$ 1.500,00, mas pode chegar a alguns milhares de reais.” Em Campinas, aeromodelos podem ser vistos em locais como a Pedreira do Garcia, aos finais de semana, onde uma leva de adeptos costuma treinar. Lorizola comemora, ainda, o fato de haver pelo menos 25 pistas de aeromodelismo homologadas na região. (Érica Araium/AAN)