Publicado 05 de Julho de 2015 - 5h30

A região Norte de Campinas recebeu ontem a última atividade do ano do projeto “Juntos contra a Dengue e Chikungunya”, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre José Narciso Vieira Ehrenberg,no Jardim São Marcos. As cinco regiões da cidade receberam edições do evento, um esforço articulado entre secretarias para conscientizar a população na eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças.

Campinas vive a pior epidemia de dengue de sua história: por enquanto são 44.528 casos confirmados pela Vigilância Epidemiológica estadual. Os números, do início de junho, representam 11,6% de todos os casos confirmados no primeiro semestre no Estado (381.728).

O evento teve mutirão nas casas do bairro e dicas de como evitar focos da doença, além de apresentações artísticas na escola. O vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira, que esteve no evento, afirmou que esta época do ano, quando os casos de dengue tradicionalmente caem, é estratégica para o combate a epidemia. Entre julho e agosto, meses mais secos e frios, a transmissão do vírus costuma cair, porque o mosquito se reproduz mais lentamente. “A Prefeitura está trabalhando com diferentes ações em diferentes momentos. Os ovos da dengue podem resistir até um ano. Por isso é importante aproveitar esse período para deixa a cidade sem água acumulada.” Na escola, houve ainda exposição de trabalhos dos estudantes sobre o tema dengue. No segundo semestre, a cidade terá 616 agentes de saúde a mais para ajudar em ações preventivas.

A Câmara aprovou no mês passado a criação dos cargos, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho. (Cecília Polycarpo/AAN)