Publicado 04 de Julho de 2015 - 5h30

Conhecida como a “rainha santa da concórdia e da paz”, santa Isabel de Portugal será lembrada hoje por fiéis da paróquia que leva seu nome no distrito de Barão Geraldo, em Campinas, com missa e procissão, a partir das 18h. A celebração continua ao longo do mês com a quermesse, que acontecerá todos os fins de semana de julho no salão paroquial, das 18h às 22h. No dia 26, a festa começa mais cedo para o Show de Prêmios, em que as rodadas de bingo terão premiação em dinheiro.

Uma equipe voluntária trabalha na festa, que deve contar com apenas duas barracas terceirizadas. A secretaria da paróquia afirmou que a renda obtida com as vendas será usada para a manutenção da igreja e do salão paroquial, já que o dinheiro arrecadado mensalmente não é suficiente para as despesas. A quermesse contará com barracas de lanches de calabresa e pernil, cachorro-quente, batata frita, pastel, doces, quentão, vinho quente, cerveja e refrigerante, além de brincadeiras e rodadas de bingo com prendas doadas pelos empresários da região.

A paróquia fica na Rua Benedito Alves Aranha, 242, e o salão, na Rua Ângelo Vicentin, 601.

Outra Paróquia Santa Isabel de Portugal celebra o dia da padroeira em Limeira. O tríduo, três dias de celebrações religiosas, começou no dia 1 e hoje acontece missa e procissão, a partir das 18h. A igreja fica na Av. Arlinda Abreu Ribeiro, 1.063, no Parque Hipólito.

Santa Isabel de Portugal nasceu na Espanha, em 1271, em uma família de santos, reis e imperadores. O pai Pedro II, rei de Aragão, a deixou sob os cuidados do avô, Tiago I, que levava uma vida voltada para a fé. Aos 12 anos, casou com o herdeiro do trono de Portugal, dom Dinis. Era culta e diplomata. Teve dois filhos. A rainha era a pacificadora nas disputas internas das cortes de Portugal e Espanha nos séculos 13 e 14 e ao mesmo tempo ajudava os pobres e enfermos abandonados. Ergueu vários mosteiros, fundou o Hospital dos Inocentes, para crianças abandonadas, e sustentava asilos, creches e hospitais.

Quando o marido morreu, em 1335, Isabel abdicou de seu título de nobreza e recolheu-se no mosteiro das clarissas de Coimbra, onde ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Toda sua fortuna foi doada para a caridade. Morreu em Estremoz em 4 de julho de 1336. Venerada como santa, foi sepultada no Mosteiro de Coimbra, canonizada pelo papa Urbano VIII em 1665 e declarada padroeira de Portugal. (Jaqueline Harumi/AAN)