Publicado 03 de Julho de 2015 - 5h30

A Polícia Federal de São Paulo deflagrou ontem de manhã a Operação Ventania para desarticular quadrilha especializada na falsificação e distribuição de cédulas de real, e responsável por colocar em circulação o equivalente a R$ 32 milhões em notas falsas, ao longo de quatro anos. Foram cumpridos dez mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 11 de busca e apreensão na Capital e em Paulínia, todos expedidos pela 3 Vara Criminal Federal em São Paulo. Sete acusados foram presos e cinco estão foragidos, sendo um fabricante de réplicas de cédulas e os demais os principais distribuidores no esquema.

O inquérito policial teve início há cerca de um ano, a partir do Banco Central (BC), que recebe todo dinheiro falso detectado em circulação, conforme previsto em legislação. “O BC percebeu um derrame de cédulas de R$ 100,00 e R$ 50,00 semelhantes e em quantidade crescente sendo distribuídas no Estado de São Paulo”, esclareceu o delegado Alexander Iwanow de Barros, coordenador da operação.

A PF estima que desde 2011 o grupo tenha colocado em circulação mais de R$ 300 mil em notas falsas de R$ 100,00 e R$ 45 mil em notas falsas de R$ 50,00 em todos os estados. A investigação apontou que a quadrilha produzia as cédulas na Capital paulista e as remetia para distribuidores, que as vendiam numa proporção de dez notas falsas por uma nota verdadeira. A entrega era feita pessoalmente, mas também por serviço expresso postal caso o comprador estivesse em outra localidade.

Para Barros, a quadrilha conseguiu essa grande inserção no mercado porque produzia réplicas bastante semelhantes com as cédulas originais. “São as cédulas mais bem feitas. A impressão é muito boa e a faixa holográfica também”, ressaltou. Além disso, são usados impressoras e papéis “comuns, comprados em gráficas”.

Em Paulínia, foi preso um fabricante, que teve o carro apreendido pela grande possibilidade de ter sido adquirido de maneira ilícita, já que aparentemente não tinha uma fonte de renda formal. Quanto aos equipamentos para impressão, nada foi encontrado na residência. Segundo o delegado, a “fábrica” era itinerante, justamente para não chamar a atenção. O nome, a idade e o bairro do detido não foram divulgados.

Para o cumprimento dos mandados nas duas cidades foram mobilizados 44 policiais federais. De acordo com a PF, os detidos serão indiciados pelo crime de falsificação de moeda e organização criminosa.