Publicado 16 de Julho de 2015 - 5h30

Se em toda a história dos Jogos Pan-Americanos o Brasil havia conquistado apenas duas medalhas (de bronze) no badminton, só ontem, em Toronto, o País garantiu duas de prata, além do 3 lugar obtido na véspera. E duas dessas três medalhas foram ganhas por campineiros. Ontem, o Brasil sofreu duas derrotas nas finais de duplas, com as irmãs Lohaynny e Luana Vicente, no feminino, e Hugo Arthuso ao lado do campineiro Daniel Paiola, no masculino. A outra medalha veio com Alex Tjong, de Campinas, nas duplas mistas, junto de Lohaynny.

Foi a primeira vez que o Brasil disputou uma final de Pan no badminton. No último jogo do Brasil em Toronto, Hugo e Daniel bem que tentaram, mas perderam a final para os americanos Phillip Chew e Sattawat Pongnairat e ficaram com a prata. A final terminou com placar de 2 sets a 0, com parciais 21/18 e 21/16.

Além das pratas nas duplas masculina e feminina, o Brasil também ganhou bronze nas duplas mistas, com Lohaynny e Alex Tjong, que pararam na semifinal — diferente do tênis, no badminton os mesmos atletas sempre jogam as chaves individuais, de duplas masculinas/femininas e mistas em todos os torneios do Circuito Mundial.

Ainda que o desempenho em Toronto cause surpresa para quem não acompanha de perto o badminton, as três medalhas são um resultado aquém do esperado pela comissão técnica, que havia traçado como meta subir ao pódio em todas as cinco disputas do Pan. De qualquer forma, a confederação acreditava que faria só uma final — nas duplas femininas.

Em Guadalajara, no México, há quatro anos, o Brasil ganhou apenas um bronze, com Daniel Paiola. A outra medalha do País em Jogos Pan-Americanos data de 2007, quando, em casa, ganhou um bronze em duplas.

O País nunca disputou os Jogos Olímpicos na modalidade, mas em 2016 terá direito a um convite na chave masculina de simples e outro na feminina. Hoje não precisaria do convite porque Paiola e Fabiana Silva estão na zona de classificação do ranking mundial. Nas duplas, vai ao Rio o melhor time do continente em cada disputa.

Em agosto acontece o Campeonato Mundial, em Jacarta (Indonésia). Apenas os campineiros Alex Tjong e Daniel Paiola vão à competição porque vão bancar o evento do próprio bolso. A Confederação Brasileira de Badminton (CBBb), com o cobertor curto, preferiu pagar para a seleção disputar dois eventos no continente americano. (Da Agência Estado)

Natação e levantamento de peso garantem 4 ouros

O Brasil conquistou ontem à noite quatro medalhas de ouro — três na natação e uma no levantamento de peso — e saltou da quinta para a terceira colocação no quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. Das três conquistas dos nadadores, a primeira foi a mais emocionante. João de Lucca fez a prova da virada para vencer os 200m livre. Thiago Simon ganhou os 200m peito e o revezamento 4 x 200m livre foi o mais rápido na última disputa do dia.

Ao todo, o Brasil soma 11 medalhas em dois dias de disputa da natação. Foram cinco ouros e seis bronzes. Na modalidade, o país fica atrás apenas do Canadá, que soma cinco ouros, sete pratas e um bronze.

João de Lucca virou em sexto lugar a primeira metade da final dos 200m, mas fez os 100 metros finais de forma impressionante, a ponto de chegar com mais de um corpo de vantagem sobre o segundo colocado. Ganhou ouro com 1min46s42 e entrou para a história. Depois de seis anos, derrubou um dos mais longevos recordes da natação brasileira.

O dia também foi especial para Thiago Pereira. Com o bronze nos 200m peito, e depois o ouro no revezamento, o nadador superou a marca de Gustavo Borges e tornou-se o recordista brasileiro em medalhas nos Jogos Pan-Americanos, com 21. O quarteto formado por Luiz Melo, João de Lucca, Thiago Pereira e Nicolas Oliveira venceu os 4x200m livre em 7min11s15 em um duelo apertado com os Estados Unidos, desclassificados posteriormente. O Canadá herdou a prata. A marca é novo recorde pan-americano.

No levantamento de peso, Fernando Reis confirmou o favoritismo. Campeão no Pan de 2011, ele venceu ontem na categoria acima de 105kg, com direito a recorde pan-americano.

SAIBA MAIS

4 Atletas brasileiros estão gerando polêmica no Pan ao baterem continência no pódio, durante a execução do Hino Nacional na cerimônia de premiação. Eles são contratados do Exército brasileiro e, portanto, recebem apoio financeiro das Forças Armadas. Mayra Aguiar, Luciano Corrêa e outros judocas fizeram o gesto, assim como atletas da natação e o campineiro Daniel Paiola, do badminton, entre outros. Eles afirmam que não são obrigados a fazer isso, mas revelam que houve uma recomendação para que o fizessem. Estima-se que 123 atletas do Pan têm relação com as Forças Armadas. O COI preferiu não se manifestar sobre os episódios e jogou a responsabilidade para a organização do Pan de Toronto, que também não quis falar.

4 A expectativa da ginástica artística para o Pan de Toronto era mostrar ao mundo pela primeira vez a geração feminina mais talentosa desde o surgimento de Daiane dos Santos e Daniele Hypolito e o novo momento da seleção masculina, mais forte do que nunca na história. Mas a delegação brasileira se despediu com seu pior desempenho desde Pan de Winnipeg, também no Canadá, há 16 anos. Afinal, o Brasil ganhou apenas cinco medalhas (uma de ouro, uma de prata e três de bronze), terminando o Pan em quinto lugar do quadro geral da modalidade.

4O Pan começa hoje para a Seleção Brasileira feminina de basquete, que compete em Toronto em busca de manter a regularidade. Desde que a modalidade foi incluída no programa pan-americano, em 1955, o Brasil sempre terminou entre os quatro primeiros colocados. Agora, a modalidade vive momento difícil no País. E, em Toronto, esse cenário se agrava, uma vez que as quatro jogadoras que atuam na WNBA não foram liberadas. O time ainda teve azar no sorteio e vai estrear no Pan enfrentando os EUA, que são candidatíssimos ao ouro.

4O futebol brasileiro viveu ontem o seu dia feliz de 7 a 1: a seleção feminina massacrou o Equador, com cinco gols de Cristiane, e se classificou à semifinais. Sábado, contra o Canadá, as brasileiras decidem o 1 lugar do grupo.