Publicado 16 de Julho de 2015 - 5h30

Enquanto os principais clubes do futebol brasileiro aguardam pela aprovação da Medida Provisória que vai parcelar as suas dívidas milionárias em até 20 anos, outros times vivem em estado quase de penúria. O elenco do Juventude, de Caxias do Sul (RS), decidiu continuar uma greve ontem. É o segundo dia de paralisação em protesto contra os dois meses de salários atrasados, além de atraso nos direitos de imagens.

O time disputa a Série C do Campeonato Brasileiro, que já teve greve de outros dois clubes: o rival Caxias e o Icasa, de Juazeiro do Norte (CE). Também ameaçaram abandonar a competição por falta de receitas o Salgueiro, de Pernambuco, e o Vila Nova, de Goiás. Ambos devem continuar na disputa ajudados por suas respectivas Federações.

O que motivou os jogadores do Juventude a entrar em greve foi a promessa não cumprida de o clube acertar as dívidas no início desta semana. A diretoria alega que ainda não recebeu o dinheiro referente às negociações de dois jogadores: Alan Schons, ao Moreirense, de Portugal, e de Airton, ao Red Bull Salzburg, da Áustria. Os valores dos negócios não foram divulgados, mas segundo o presidente Raimundo Demore "serão suficientes para equilibrar as contas do clube".

Apesar dos problemas financeiros, o Juventude vai conseguindo fazer uma boa campanha na Série C. É o atual quarto colocado do Grupo B, com 11 pontos. O time volta a campo neste domingo para enfrentar o Tombense, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Os 20 clubes que disputam a Série C recebem da CBF valores para quitar viagens, transporte, alimentação e arbitragem. Mas são obrigados a se virar com os salários e manutenção do clube. Um time na Série C não custa menos de R$ 250 mil por mês. (AE)