Publicado 13 de Julho de 2015 - 5h30

Medalhista de prata nos Jogos da Juventude de Cingapura, em 2010, Felipe Wu voltou a colocar o seu nome na história do tiro esportivo brasileiro. Ontem, o jovem de apenas 23 anos obteve a segunda medalha de ouro do País nos Jogos Pan-Americanos, em Toronto, na pistola de ar 10 metros, e de quebra garantiu uma vaga para o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio, a primeira da modalidade obtida no torneio.

Esta é a terceira edição seguida do Pan que o Brasil vai ao pódio na pistola de ar 10 metros. Julio Almeida havia garantido a prata em 2007 e o bronze em 2011. O veterano de 45 anos, um dos nomes mais importantes do tiro esportivo na história recente de modalidade no País, também participou da final pan-americana de ontem, terminando no sétimo lugar.

O ouro para Wu não chega a ser uma surpresa, uma vez que ele é o grande nome da nova geração do tiro no Brasil. O jovem, entretanto, ocupa apenas o 52 lugar do ranking mundial, tendo sido 30 colocado no Campeonato Mundial do ano passado.

No Pan, estava em jogo apenas uma vaga olímpica, que ficou com Wu. O brasileiro somou 201,8 pontos durante toda a final, contra 199,0 do norte-americano Jay Shi com quem disputou a última etapa da competição — a partir deste ciclo olímpico, a cada rodada da final o último colocado é eliminado, até ficarem apenas dois adversários.

O Brasil já tinha convite para disputar a pistola de ar 10 metros nos Jogos do Rio. A Confederação Brasileira de Tiro (CBTE) inicialmente acreditava que novas vagas se somariam ao convite, mas o regulamento olímpico diz que o convite só pode ser utilizado se o Brasil não obtiver a vaga no estande de tiro

Como país-sede dos Jogos, o Brasil tem um total de nove convites para a Olimpíada. A vaga obtida neste domingo por Wu é a primeira conquistada no estante de tiro.

Hipismo

A sala de troféus da família Marcari vai ganhar sua quarta medalha pan-americana. Depois de Hortência subir ao pódio três vezes no Pan, de 1983 a 1991, ontem foi a vez de o filho dela, João Victor, ajudar o Brasil a garantir uma medalha. Aos 19 anos, ele faz parte da equipe brasileira de adestramento que faturou o bronze nesta tarde de ontem.

O garoto tem estrela. Afinal, fez parte também da conquista da medalha de prata dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. Quando grávida dele, a Rainha de Basquete chegou a se aposentar do esporte. Voltou, ainda amamentando-o, para levar o Brasil a uma prata histórica. João Victor era o xodó do time.

Ontem, montou Xamã dos Pinhais, que teve aproveitamento de 69,211% na apresentação por equipes. Foi o segundo melhor conjunto brasileiro na final. João Paulo dos Santos, com Veleiro do Top, recebeu 70,158% dos jurados, enquanto Leandro da Silva, com Di Caprio, contribuiu com 69,026%. (Da Agência Estado)