Publicado 12 de Julho de 2015 - 5h30

A norte-americana Serena Williams oscilou na decisão de Wimbledon, mas mesmo assim conquistou ontem o seu sexto título do Grand Slam londrino, disputado em quadras de grama, confirmando o seu favoritismo e ampliando a sua impressionante soberania no tênis feminino.

Diante da espanhola Garbiñe Muguruza, 20 colocada no ranking da WTA e estreante em finais de Grand Slams, a número 1 do mundo triunfou por 2 sets a 0, com um duplo 6/4, atingindo marcas que mostram que ela é mesmo uma das maiores tenistas de todos os tempos.

Além de ter faturado o seu sexto título em Wimbledon — as outras conquistas foram em 2002, 2003, 2009, 2010 e 2012 —, Serena agora acumula 21 conquistas dos torneios do Grand Slam, número inferior apenas aos da alemã Steffi Graff, com 22, e aos da australiana Margareth Court, com 25.

Já em Londres, agora ela está a três títulos da recordista, a checa naturalizada norte-americana Martina Navratilova. E Serena igualou os números da compatriota Billie Jean King, da francesa Suzane Lenglen e da britânica Blanche Bingley, todas com seis conquistas em Wimbledon.

Além disso, pela segunda vez na carreira, Serena vence quatro Grand Slams consecutivos — ela havia alcançado tal feito entre 2002 e 2003, e agora o repete, pois levou a taça do US Open em 2014 e foi campeã do Aberto da Austrália, de Roland Garros e de Wimbledon neste ano.

Serena começou a partida de ontem cometendo muitos erros e três duplas faltas. Muguruza se aproveitou, conseguiu uma quebra de serviço logo no game inicial, desperdiçou break point no terceiro game, e salvou o seu saque no sexto, abrindo 4/2 na parcial.

Depois disso, porém, permitiu a reação da número 1 do mundo, que venceu cinco games seguidos, com break points convertidos no sexto e oitavo. Assim, fechou a parcial em 6/4 após 44 minutos e abriu o segundo set vencendo por 1/0.

Soberana, Serena chegou a abrir 5/1 na parcial, com break points convertidos no quarto e sexto games, se aproveitando dos erros da espanhola e ficando muito próxima do título de Wimbledon. Foi quando Muguruza, então, reagiu. A espanhola conseguiu uma quebra de serviço na sequência, no sétimo game. Depois, no nono, salvou match point e converteu break point, adiando a definição da final. Parecia que Muguruza estava renascendo na decisão no All England Club, mas a sua recuperação durou pouco. No game seguinte, Serena se aproveitou dos vacilos da espanhola e voltou a vencer. (Da Agência Estado)

Promessa de jogo histórico no masculino

O heptacampeão Roger Federer pisará na grama da quadra central do All England Club, a partir das 10h de hoje, em busca de seu oitavo título, o que o tornaria o maior vencedor da história de Wimbledon — o norte-americano Pete Sampras também tem sete taças em Londres. No outro lado estará Novak Djokovic, que foi campeão duas vezes — a última no ano passado, ganhando de Federer na final.

O sérvio está fazendo uma ótima temporada, mas vem de uma grande decepção: a derrota para Stan Wawrinka na final de Roland Garros que o impediu de conquistar o único torneio do Grand Slam que falta em sua coleção (tem cinco na Austrália, dois em Wimbledon e um nos Estados Unidos).

Federer está sacando como nunca, e em seis partidas perdeu apenas um set. “Só penso em ganhar este ano”, diz ele. (AE)