Publicado 11 de Julho de 2015 - 5h30

A final da edição de 2015 da chave masculina de Wimbledon será uma reedição da decisão do ano passado entre Novak Djokovic e Roger Federer. Ontem, após o sérvio se garantir na decisão ao bater o francês Richard Gasquet por 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/2), 6/4 e 6/4, o suíço avançou ao superar o britânico Andy Murray também por 3 sets a 0 — 7/5, 7/5 e 6/4, em 2 horas e 6 minutos.

Assim, amanhã, Federer vai disputar a sua décima final em Wimbledon e tentará o seu oitavo título, o que o levaria a se isolar como o maior vencedor do torneio. Além disso, o suíço tentará se vingar da derrota para Djokovic na decisão do ano passado — ele só perdeu uma outra final do Grand Slam britânico, em 2008, para o espanhol Rafael Nadal.

O número 2 do mundo ainda vai em busca do seu 18 título dos quatro principais torneios do tênis em 26 decisões. Para isso, terá de vencer a sua 40 partida contra Djokovic.

Ontem, Federer assegurou a sua 13 vitória em 24 confrontos diante de Murray. Para isso, teve uma atuação impecável, com 20 aces, 56 winners e apenas 11 erros não forçados, além de não ter perdido seu saque sequer uma vez, ainda mais que Murray só teve um break point.

Já Djokovic teve uma partida difícil diante de Gasquet, que se esforçou e vendeu caro a derrota. Número 20 do ranking mundial, Gasquet também é freguês de Djokovic. Só havia vencido uma vez em 12 partidas. Queria surpreender para chegar pela primeira vez a uma final de Grand Slam na sua 44 participação. Mas não foi dessa vez. Parou na semifinal assim como em 2007 — e também no US Open de 2013.

Na final de amanhã, o número 1 do mundo vai atrás do seu 12 título de Grand Slam, o terceiro na grama do All England Club. O sérvio já ganhou Wimbledon em 2011 e 2014. Também foi finalista em 2013, quando perdeu para Murray. Assim, está na final pelo terceiro ano seguido. É também a sua terceira final no terceiro Grand Slam na temporada. (AE)

Musa dos saltos ornamentais cai na água de costas e chora

Bastante procurada por parte da imprensa brasileira depois de receber comentários machistas em fotos nas redes sociais e logo tratada como "musa" dos saltos ornamentais no Pan, Ingrid Oliveira parece ter sentido a pressão pela exposição inesperada. Ontem, ela errou um salto na fase de classificação, caiu de costas na água e recebeu nota zero de todos os juízes. Saiu da piscina aos prantos, inconsolável. Menos mal que as apresentações de ontem na plataforma não valiam nada. Afinal, apenas oito atletas (do Brasil e dos países da América do Norte) se inscreveram para a competição nos Jogos Pan-Americanos. Como a final tem a participação de até 12 competidores, ninguém seria eliminado.

Em termos competitivos, a falha de Giovana não fez a menor diferença para ela. A brasileira de 19 anos somou 266.70 pontos após cinco saltos e terminou em sétimo. Tivesse pontuado naquele quarto salto, poderia ter ficado em terceiro. Mas a classificação desta etapa não é levada para a final.

A melhor das eliminatórias foi Roseline Filion, do Canadá, seguida da mexicana Paola Espinosa e da norte-americana Samantha Bromberg. Giovanna Pedroso, de 16 anos, que compete ao lado de Ingrid na prova sincronizada, acabou em quinto, com 295.50 pontos. (AE)