Publicado 09 de Julho de 2015 - 5h30

A Ponte Preta teve o jogo nas mãos e poderia ter liquidado o Coritiba ainda no primeiro tempo da partida de ontem, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, pela 12 rodada do Campeonato Brasileiro. Mas desperdiçou todas as grandes oportunidades criadas e na etapa final tomou sufoco. Com as mudanças processadas pelo técnico Guto Ferreira, o time acabou recuando demais. E por muito pouco não saiu de campo lamentando nova derrota.Com o empate por 0 a 0, a Macaca chegou ao seu terceiro jogo seguido sem vitória. Nas últimas sete partidas do Brasileiro, conseguiu apenas um triunfo — 2 a 1 diante do Atlético-PR. Foram ainda três empates e três derrotas. Com 17 pontos, a quatro do G4, segue em posição intermediária na classificação. O próximo desafio está marcado para sábado, às 21h, no Moisés Lucarelli, diante do perigoso Atlético-MG.Foi um primeiro tempo bastante movimentado. A Macaca dominou as ações e marcou o Coxa, que não teve espaço e jogou basicamente nos contragolpes. O primeiro lance de perigo surgiu aos 12'. Depois de boa troca de passes pelo meio, Renato Cajá rolou na medida para Juninho, que chutou. A bola desviou na zaga.Aos 25', Renato Cajá deixou Felipe Azevedo livre na área, mas o atacante foi muito mal e finalizou em cima do goleiro, que saiu bem. Em outra boa jogada da Macaca, aos 33', Felipe Azevedo disparou uma bomba da intermediária. A bola acertou o travessão e, na sequência, bateu em cima da linha. A TV mostrou que a bola não entrou.O primeiro chute a gol do Coxa foi aos 27', quando Esquerdinha arriscou de fora da área e Lomba segurou sem maiores problemas. Aos 36', o time da casa teve nova chance com Galhardo, mas novamente o goleiro da Ponte não deu rebote.No 2 tempo, o Coritiba melhorou. Aos 14', Raphael Lucas escapou em velocidade pelo meio e ele só não abriu o placar porque Marcelo Lomba fez grande defesa e evitou a conclusão. Aos 33', o Coxa teve sua melhor chance de vencer. O lateral Henrique bateu cruzado, Lomba fez outra bela defesa e, no rebote, Marcos Aurélio acertou bom chute. A bola só não entrou porque Pablo se jogou sobre ela e desviou para a linha de fundo.O time da casa pressionou bastante nos minutos finais. Já a Ponte Preta demonstrou cansaço e recuou demais. Por isso, sofreu para segurar o empate.Na saída do gramado, o zagueiro Renato Chaves soltou o verbo. "Todo mundo que entra em campo tem que briga para não deixar o time sofrendo lá atrás. É preciso brigar pelo time como um todo", afirmou, fazendo clara referência a Cesinha, Borges e Leo Costa que entraram e deixaram a equipe sem poder de marcação.

Queda na 2 etapa revela a limitação do elenco

O declínio técnico acentuado no segundo tempo da partida de ontem mostrou, mais uma vez, o quanto a Ponte Preta sofre quando precisa recorrer ao seu banco de reservas. Principalmente, quando se trata de jogadores de armação e ataque. Cesinha, Borges e Leo Costa não deram conta do recado e a Macaca quase perdeu o jogo.

O goleiro Marcelo Lomba, que fez pelo menos quatro defesas importantíssimas, temeu pelo pior. "Foi um jogo de início bom, com domínio de nossa parte e muitas chances criadas. Mas no final o 'bicho pegou' e a pressão não foi pouca não. Temos que jogar sempre o futebol do primeiro tempo", compara.

O zagueiro Pablo lamentou a queda de rendimento na etapa final. "A gente voltou um pouco desligado para o segundo tempo. É preciso consertar isso para o próximo jogo, mas o empate foi importante", considera.

"Recuamos e eu não sei porque", observou Juninho. "Fizemos um bom primeiro tempo, mas eles vieram com tudo no final e sufocaram", arrematou Fernando Bob.

Reforço

A Ponte trocou um volante pelo outro. No mesmo dia do acerto com Élton, que defendeu o clube na Série B do ano passado e só saiu por causa de grave fratura no pé, dispensou Paulinho, que ganhou algumas oportunidades e não agradou. Em 2014, Élton era titular absoluto e chegou a deixar Fernando Bob no banco. Jogou 18 partidas, com sete vitórias, sete empates e quatro derrotas. Seu novo contrato vai até o final de 2016. (PS/AAN)

CORITIBA

Wilson; Rodrigo Ramos (Norberto, int.), Luccas Claro, Leandro Silva e Henrique; Alan Santos (Misael, 11'/2), Lúcio Flavio, Thiago Galhardo, Esquerdinha e Marcos Aurélio; Raphael Lucas (Paulinho, 18'/2). Técnico: Ney Franco.