Publicado 06 de Julho de 2015 - 5h30

Duas chances que pararam na trave, uma oportunidade incrível desperdiçada e várias bolas que passaram pela área sem que um pé a mandasse para o fundo da rede. Faltou sorte e, sobretudo, competência para o Guarani, que cansou de perder gols e não saiu do 0 a 0 com o Madureira, ontem, no Brinco de Ouro.

O Bugre, que ainda não venceu em casa na Série C do Brasileiro, chegou ao quarto empate em seis jogos na competição. Com 7 pontos e a três do G4, o alviverde figura na 6ª posição do Grupo B. No próximo domingo, o compromisso é diante da Portuguesa, na capital paulista. O zagueiro Gladstone, que levou o terceiro cartão amarelo, desfalca o time.

Para evitar a pressão dos donos da casa nos minutos inciais, o Madureira resolveu usar a estratégia do Guarani. Trocando muitos passes, o time carioca controlou o jogo no começo. A proposta tirou o Bugre da zona de conforto, mas não evitou que a equipe criasse chances perigosas. Como aos 6’, quando Bruno Pacheco cobrou lateral para a área e Fumagalli acertou a trave direita.

Para superar a marcação rival, o Bugre apostou no bom trabalho dos dois laterais. Aos 18’, Raoni fez o cruzamento, a zaga afastou e, na sobra, Bruno Pacheco mandou por cima, levando perigo. Com Clementino pouco inspirado e Fumagalli preso entre os volantes adversários, os donos da casa seguiram insistindo pelos lados, mas só voltaram a levar perigo aos 35’, em pancada de fora da área do zagueiro Gladstone, que obrigou o goleiro Márcio a fazer excelente defesa.

Num dos poucos avanços na etapa inicial, o Madureira quase abriu o placar aos 41’. Após erro na saída de bola bugrina, Arthur Faria ficou cara a cara com Rafael Santos, mas, ao invés da conclusão, preferiu o toque para João Carlos, que não alcançou a bola.

Veio o 2 tempo e o jogo se transformou de vez em um ataque contra defesa. Aos 4’, Fumagalli recebeu na área e o cabeceio parou de novo na trave. Com o tempo passando e a necessidade do gol cada vez maior, o jogo se tornou dramático para o Bugre. Fernandinho e Malaquias entraram na equipe para atuar pelas pontas, com Clementino centralizado. E foi dos pés do camisa 11, aos 31’, que surgiu a melhor chance do Guarani. Após deixar três marcadores para trás, Clementino saiu de frente para o gol, mas pegou mal na bola e isolou, perdendo oportunidade incrível.

O time seguiu insistindo até o fim e, nos contra-ataques do Madureira, ainda levou alguns sustos. Mas, sem competência para definir a partida, ninguém foi capaz de tirar o zero do marcador, num resultado que manteve o Guarani estacionado na tabela e frustrou o torcedor que encarou a manhã gelada no Brinco de Ouro.

GUARANI

Rafael Santos; Raoni, Thiago Carpini, Gladstone e Bruno Pacheco; Serginho, Lenon (Fernandinho 14 2º), Serginho Catarinense e Fumagalli; Clementino (Allan Dias 39 2º) e Anderson Cavalo (Malaquias 29 2º). Técnico: Paulo Roberto.

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Foram registrados nos últimos cinco confrontos entre Guarani e Madureira.

Técnico e jogadores lamentam chances desperdiçadas

As oportunidades criadas e desperdiçadas pelo Guarani no empate por 0 a 0 ontem diante do Madureira foram bastante lamentadas pelos jogadores e pelo técnico Paulo Roberto Santos. O Bugre, que ainda não venceu em casa na Série C, criou várias chances, mas não traduziu esse domínio em gols.

“O resultado realmente não foi aquele que precisávamos, mas tivemos volume de jogo e a as oportunidades mais reais foram do Guarani”, sintetizou o treinador bugrino. “Desperdiçamos pelo menos quatro chances, na minha contagem. Poderíamos ter feito pelo menos dois gols, mas fomos infelizes e as nossas finalizações não entraram”.

Se evitou críticas ao time pelas chances desperdiçadas, Paulo Roberto não gostou da postura bugrina nos dez minutos finais. Com dez em campo, já que o atacante Malaquias sofreu uma lesão e deixou o gramado antes do término da partida, a equipe tomou alguns sustos. “O time queria resolver de qualquer maneira, se desorganizou e deu alguns contra-ataques. Com um homem a menos, em casa e num jogo difícil, tem que saber ocupar os espaços. Corremos grandes riscos de uma derrota no fim”, cobrou o treinador.

O meia Fumagalli, que não repetiu as boas atuações recentes, mas, mesmo assim, teve duas oportunidades que pararam na trave, lamentou a falta de sorte. “Foi um resultado ruim porque jogamos em casa e a bola não quis entrar. Criamos bastante situações para vencer, mas não era nossa dia. O futebol tem dessas”, disse o capitão bugrino. (CR/AAN)