Publicado 05 de Julho de 2015 - 5h30

Chile e Argentina entraram em campo ontem, no Estádio Nacional, em Santiago, no jogo mais importante da história do futebol chileno, para decidirem qual equipe levaria a Copa América. O duelo também era histórico para os argentinos, já que o último título de uma seleção profissional foi em 1993, quando a Argentina levou a Copa América, no Equador. E a geração de Messi, Di María, Tevez & cia passou por este período todo sem nenhum título. Mas, na decisão por pênaltis, após 120 minutos bem jogados, mas sem gols, a equipe chilena mostrou mais frieza e conquistou seu primeiro título na história. Messi amarga um jejum de títulos com sua geração que vai passar dos 22 anos.

O confronto começou pegado, com as duas equipes muito atentas nas divididas e nas bolas lançadas atrás dos zagueiros. O primeiro lance de perigo foi do Chile, aos 10’. Sánchez recebeu de Valdivia e arrancou pela direita. Demichelis tentou cortar, mas Vidal pegou a sobra de primeira. Romero fez grande defesa.

A Argentina reagiu aos 20, quando Messi cobrou falta em direção ao gol chileno e Agüero chegou para completar de cabeça na pequena área. No reflexo, Bravo fez linda defesa.

Com a forte marcação chilena, uma aula de Sampaoli para os técnicos do planeta, os argentinos não conseguiam estabelecer seu ritmo de toques rápidos e jogadas ofensivas agudas, como ocorreu na goleada da semifinal contra o Paraguai. Além das jogadas ríspidas, o Chile travava as saídas argentinas marcando em cima Messi e Pastore.

Antes do fim da etapa inicial, a Argentina quase abriu o marcador ao chegar na área chilena em boa troca de passes na esquerda. Lavezzi chutou de primeira e forçou Bravo a fazer outra grande defesa.

Na prorrogação, o Chile voltou a mostrar a disposição que segurou a Argentina. Bem postada em campo, a equipe de Sampaoli parou o expresso argentino de Messi e criou algumas chances.

Com o zero persistindo no placar, a final histórica foi decidida nos pênaltis. Nas cobranças, apenas Messi marcou pela Argentina. Higuaín voltou a mostrar sua falta total de competência e isolou a bola na segunda cobrança. Banega bateu no canto de Bravo na terceira. Matias Fernández, Vidal, Aránguiz e Sánchez conferiram para os chilenos. O atacante Arsenal teve a ousadia de cobrar com "cavadinha", para garantir a vitória chilena e a vaga na Copa das Confederações de 2017, por enquanto ao lado de Rússia e Alemanha. (Da Agência Estado)