Publicado 04 de Julho de 2015 - 5h30

Principal símbolo dos Jogos Olímpicos, a Tocha Olímpica vai percorrer cerca de 300 cidades brasileiras, entre elas todas as capitais estaduais, até agosto de 2016, quando chegará ao Rio de Janeiro para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. E Campinas será um dos municípios brasileiros que integrarão a Rota do Revezamento. A jornada da tocha começa em maio de 2016, na Grécia, onde será acesa em Olímpia, cidade-berço das Olimpíadas. Depois, viaja uma semana por cidades gregas até chegar à capital Atenas. De lá, segue direto para o Brasil.

Durante a rota do revezamento no Brasil, a tocha será carregada por cerca de 12 mil condutores, movendo-se por 19,7 mil km de rota terrestre e 8,8 mil km de rota aérea, em até quatro cidades por dia.

Foram escolhidos, inicialmente, 82 municípios do Brasil onde a Tocha Olímpica deverá pernoitar e Campinas está na lista. Além de fazer parte da Rota, cada um desses municípios vai receber um grande evento, que inclui show musical nacional e outras atrações.

“Campinas merece essa deferência de receber a Tocha Olímpica. A cidade já revelou diversos atletas que defenderam o Brasil em Jogos Olímpicos. Um deles, que nos enche de orgulho, é Maurício Lima, bicampeão olímpico com a Seleção Brasileira de vôlei. Além de ter sido um atleta exemplar, Maurício hoje se envolve em causas sociais em Campinas. Por meio dele, cumprimento todos os outros campineiros que já participaram da maior competição esportiva do planeta”, disse o prefeito de Campinas, Jonas Donizette.

A data e o percurso detalhado da passagem da Tocha Olímpica em Campinas ainda serão confirmados, segundo a diretora executiva do Comitê Campinas Pró Olimpíadas e diretora municipal de Turismo, Alexandra Caprioli. “Receber a chama Olímpica em Campinas é como receber um pedaço dos Jogos Olímpicos. Nossa cidade irá celebrar esse símbolo tão tradicional e festejar as histórias exemplares dos nossos cidadãos que conduzirão a Tocha. Com isso, mostraremos mais uma parte do Brasil para o mundo e abasteceremos a chama com o calor do nosso povo”, disse ela.

O Revezamento terminará no dia 5 de agosto de 2016, quando o último condutor acenderá a Pira Olímpica durante a cerimônia de abertura dos Jogos, no Estádio do Maracanã. Ao longo dos próximos dois meses, o Comitê Organizador dos Jogos e os Patrocinadores Oficiais do Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016, Coca-Cola, Nissan e Bradesco, anunciarão suas campanhas públicas para selecionar em todo o Brasil aqueles que terão o privilégio de conduzir a Chama Olímpica.

Escolha do vencedor foi unânime

A tocha olímpica dos Jogos do Rio 2016 foi concebida em apenas dois meses. Neste período, a equipe dos designers Gustavo Chelles e Romy Hayashi imergiu na história olímpica e brasileira e desenvolveu 200 conceitos diferentes até chegar ao modelo apresentado ontem em Brasília.

"Esse prazo era relativamente curto. O modelo da tocha tem de ser bem aceito por culturas diferentes", considerou Chelles. "A tocha tem de representar muito bem os valores olímpicos, mas também ter a cara do Rio e do Brasil", ponderou Beth Lula, diretora de Marcas do Comitê Rio-2016. Beth conta que a escolha pelo modelo vencedor acabou sendo uma tarefa fácil. "Ela foi escolhida por unanimidade. Foi a escolha mais rápida que participei. Tínhamos uma comissão formada por 11 membros. A empresa vencedora conseguiu pegar o traço, a sutileza e nossas formas orgânicas."

O grande diferencial da tocha dos Jogos do Rio-2016 está no momento do "beijo" - quando uma tocha encosta na outra para transmitir a chama olímpica durante o revezamento. Neste instante, a tocha ganha cores e movimento.

"Como conceito, queríamos algo inovador. A tocha, quando está em repouso, fica fechada e toda branca. Quando acionamos o gás, ela se abre e revela cores que remetem ao País", destacou Gustavo. "Começa com uma cor que remete ao solo do Brasil e ao calçadão de Copacabana, passa pelas ondas do mar do nosso litoral com o azul, vai se esverdeando como nossas matas, e termina com um amarelo que representa tanto o sol quanto o ouro olímpico".

O designer conta que a equipe que cuidou da confecção do símbolo foi formada por oito profissionais de diferentes áreas, alguns com visão mais técnica. Com 21 anos de mercado, a Chelles e Hayashi atua numa área voltada a eletrodomésticos, utensílios e perfumaria. Produzir a tocha olímpica foi um desafio totalmente diferente. "A gente recebeu um convite para fazer parte do processo. Quando a gente recebeu o convite achou que seria um projeto bem bacana, porque não é o tipo de coisa que a gente costuma fazer. Normalmente a gente tem muita limitação, e esse processo era mais inspirador", explicou Gustavo. (Da Agência Estado)