Publicado 04 de Julho de 2015 - 5h00

Por Milene Moreto

Milene Moreto

Cedoc/RAC

Milene Moreto

A crise política bateu definitivamente na porta do primeiro escalão do governo da presidente Dilma Rousseff e duas figuras estratégicas começam a avaliar a retirada de campo. Uma delas é o vice-presidente Michel Temer que atualmente comanda a articulação política. Os peemedebistas, mais especificamente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PDMB-RJ), acha que o governo anda de sabotagem e é melhor que Temer saia do posto o quanto antes.

Troca de favores

Cunha e sua turma andam irritados com a falta de palavra do governo no que diz respeito aos recursos repassados pela União para os deputados. As famosas emendas. Os parlamentares gostam muito desse dinheiro porque podem colocar em suas propagandas que destinaram verbas para inúmeros projetos. O problema é que, mesmo quando conseguem obter os valores, dificilmente os projetos os quais apoiam saem do papel.

Frase

Se alguém sacaneou ou roubou a Petrobrás, que pague pelo roubo, e que os trabalhadores não seja punidos. (Do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ao falar sobre as investigações da Lava Jato).

Esperançosos

Depois de almoçarem com o prefeito Jonas Donizette (PSB) para uma “despedida” do semestre, os vereadores aliados estão se sentindo esperançosos em relação a um apoio mais uniforme na campanha do ano que vem. Isso porque os parlamentares que saíram candidatos a deputado no ano passado não tiveram muita atenção do governo. Os olhos dos peessebistas e de muitos apoiadores estavam voltados para Luiz Lauro Filho (PSB), sobrinho de Jonas. Foi tanto esforço que ele conseguiu se eleger e hoje atua como deputado federal.

Consequências

Como a articulação deu certo para Lauro Filho, os aliados querem do governo a garantia de que haverá apoio e de que eles terão uma reeleição confortável. Resta saber se o povo vai aprovar nas urnas em 2016 e o trabalho dos vereadores de Campinas recolocá-los na função.

Diferente

O secretário de Relações Institucionais de Campinas, Wanderley Almeida, disse que vai conversar com todos os presidentes de partido para falar sobre a formação das chapas, as coligações e as melhores possibilidades. Segundo Wandão, tudo será feito em conjunto e com oportunidades iguais para os partidos amigos. São muitos.

Acolhedoras

Se você é político e não anda satisfeito com seu partido, tem duas opções hoje que parecem ser as melhores para quem anda querendo trocar de “ares”: PSB e PMDB. A ex-senadora Marina Silva, depois de não conseguir registrar seu partido, arrumou suas malas em 2013 e foi para o PSB. Até hoje está abrigada por lá.

Quem dá mais?

Marta Suplicy também achou a proposta peessebista atraente e deixou o PT pronta para chegar de mala e cuia na legenda. Só que agora apareceram outras propostas, entre elas a do PMDB. Parece que com dedo do vice-presidente da República, Michel Temer. Na última semana ela flertou com as duas siglas em busca das melhores ofertas e de apoio para o seu desejo de se candidatar à Prefeitura de São Paulo.

O orgulho

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve ontem na plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e aproveitou para falar sobre a crise na Petrobras. Lula ainda afirmou que tem orgulho de pertencer a um partido e a um governo que dura 12 anos. O petista elencou as obras, os investimentos em edução com a oferta de mais vagas nas universidades. “Fizemos também mais escolas técnicas nesse período do que eles em cem anos. Nunca os brasileiros tiveram tanto orgulho do que tiveram nesses 12 anos."

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