Publicado 02 de Julho de 2015 - 5h00

Por Inaê Miranda

Dessa vez, o público-alvo são protetores de animais e pessoas que possuem muitos mascotes em casa

Janaína Ribeiro/ Especial para a ANN

Dessa vez, o público-alvo são protetores de animais e pessoas que possuem muitos mascotes em casa

O Castramóvel, ônibus adaptado pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da Secretaria do Verde de Campinas, esterilizou 200 cães e gatos do bairro São José na tarde de quarta-feira (1°).

A iniciativa já vem sendo realizada desde março e tem como objetivo prevenir o abandono de animais.

O São José foi escolhido porque um grupo de moradores de área de risco irá se mudar para conjuntos habitacionais — situação que pode elevar os casos de abandono de animais domésticos.

No final de julho, o Castramóvel vai atuar na região do Campo Grande. O projeto segue pelo menos até 2016, com a expectativa de 10 mil castrações.

O diretor de Proteção e Bem-Estar Animal, o veterinário Paulo Anselmo Nunes Felippe, explica que o projeto começou em março, com a esterilização de aproximadamente 800 cães no bairro Boa Vista. Ele ressaltou que esta fase é diferente porque é um trabalho preventivo e direcionado para uma comunidade que irá mudar de endereço.

“As pessoas que levaram os animais para serem castrados nesta quarta moram em área de risco e irão para apartamentos da Cohab. Antigamente, em casos como esses, havia muitos casos de abandono”.

Os moradores foram orientados a colocar os animais incompatíveis com as novas habitações para adoção. Os 200 cães levados ao Castramóvel foram esterilizados, microchipados e receberam antibióticos.

“Estamos colocando o microchip para o caso de se o animal for encontrado no futuro a gente conheça a vida pregressa dele. Se a pessoa não informou o departamento que ele fugiu, ela vai ser multada, enquadrada pelo abandono de animais”, afirmou o cirurgião veterinário Ricardo de Almeida Souza. Na quinta (2), outros 200 passarão pelo procedimento.

Jéssica Daniele de Souza Oliveira, de 23 anos, levou o pequeno Thor porque irá se mudar para um apartamento. “Acho que vai ser melhor para ele”, disse.

A babá Luzia de Souza, de 48 anos, levou o Bob Henrique para a cirurgia. “Eu tinha vontade de castrar ele, mas não tinha dinheiro”, afirmou.

O Engenheiro Agrônomo Sérgio Vilas Boas levou os dois cães para castrar e elogiou a iniciativa. “Se as pessoas se conscientizarem sobre a importância da castração, o número de animais soltos na rua vai diminuir significativamente”, pontuou.

Depois dessa segunda etapa no São José, o Castramóvel segue para a região do Campo Grande, onde fica até esgotar a quantidade de animais a serem castrados e cadastrados, segundo afirmou Anselmo.

Ele diz que o foco do projeto é trabalhar não de forma aleatória, mas atuar por microrregiões para solucionar o problema de abandono de animais.

“Na Boa Vista, a gente estima que a população de animais castrados tenha subido para 80%. Com isso, a gente consegue diminuir o abandono que é o problema principal”.

Um empresa foi contratada para castrar 4 mil animais até o final do ano, mas o contrato pode ser renovado para o ano que vem, quando está prevista a castração de mais 6 mil.

Cada castração tem um custo estimado de R$ 120 reais. A verba é do Fundo do Meio Ambiente. O investimento total é de R$ 400 mil na primeira fase e de R$ 600 mil na segunda fase, no ano que vem.

Escrito por:

Inaê Miranda