Publicado 02 de Julho de 2015 - 5h00

Por Milene Moreto

Milene Moreto

Cedoc/RAC

Milene Moreto

Pouco habituado a perder e a ser contrariado, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu declarações de que não via como pessoal a rejeição de propostas como a da redução da maioridade penal, derrotada na noite da última terça-feira com uma folga de cinco votos. Mas durante a tarde de ontem, Cunha decidiu que colocaria a PEC com emendas sobre o tema na pauta. Os parlamentares aliados e que defendem a redução trataram de organizar logo uma nova proposta e viabilizar a votação.

Os votos da RMC

A única deputada da Região Metropolitana de Campinas (RMC) a votar contra a redução da maioridade penal foi Ana Perugini (PT). Os demais, Carlos Sampaio (PSDB), Roberto Alves (PRB), Vanderlei Macris (PSDB), Paulo Freire (PR) e Luiz Lauro Filho (PSB) foram favoráveis. Lauro Filho, que tinha dúvidas, alegou que não ouviu apenas grupos favoráveis e que seguiu sua própria opinião na hora de apoiar o projeto e votar sim na última terça-feira.

Frase

Nós achamos lamentável, porque é insustentável em um País como o nosso, em qualquer circunstância, dar níveis de aumento tão elevados. (Da presidente Dilma Rousseff, sobre o reajuste para o salário dos servidores do Judiciário aprovado pelo Senado).

Aglutinadora

A nova emenda aglutinadora desenhada no Congresso para tratar da redução da maioridade penal tira crimes considerados graves, como o tráfico de drogas e roubo qualificado, e aplica a redução para crimes hediondos e contra a vida. A emenda pertence à PEC que trata da maioridade penal. O projeto apresentado na terça-feira era um substitutivo. Quando um substitutivo é rejeitado pelo plenário, a PEC deve ir à votação.

Estamos juntos

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ontem que seu partido está unido para modificar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O tucano defende a ampliação do tempo de internação do menor infrator de três para oito anos. O governador afirmou que independente da proposta que for aprovada no Congresso, o que vale é o combate à impunidade.

PHS

O PHS vai abrir seu diretório em Campinas no próximo sábado. A nova executiva será formada pelos irmãos Bazelau Ramos e Jacó Ramos, empresários do setor de cosméticos. Essa é a primeira vez que o partido se estabelece na cidade. A sigla elegeu em 2012 um prefeito, cinco deputados federais, 11 estaduais e 500 vereadores, sendo 44 em São Paulo.

Movimento negro

O presidente da Câmara de Campinas, Rafa Zimbaldi (PP), recebeu ontem representantes do movimento negro da cidade. Eles foram entregar um documento para repudiar as falas do vereador Cid Ferreira (SD), que se dirigiu a um jovem negro afirmando que ele tinha olhos azuis e o rapaz, não. Que ele era bonito e o rapaz era feio. Rafa afirmou que Cid já havia se desculpado pelas falas e que não teve a intenção de ofender o rapaz. Para o presidente da Casa, a questão foi pacificada.

Uma decisão coerente

Em época de ajuste fiscal e de crise econômica, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, adiantou que a presidente Dilma Rousseff vai vetar o reajuste salarial dos servidores do Judiciário. O Senado aprovou até 75% de aumento para o setor.

Vida real

Em Jatobá, o prefeito Aderbal Pimenta está inspirado para propor uma lei na cidade que se assemelha ao projeto apresentado pelo vereador Campos Filho (DEM) em Campinas, que proíbe o debate de gênero nas escolas. A proposta fará parte do Kit Heterossexual — uma bandeira do prefeito. A única diferença é que neste caso, a ideia de Aderbal ficará apenas na tela da TV, já que ele é um personagem da novela Babilônia. Em Campinas, no entanto, o projeto foi real, passou por votação e acabou aprovado por 25 vereadores da Casa.

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